O uso dos tonômetros que se baseiam no princípio de Imbert-Fick para a aferição da pressão intraocular ainda hoje é considerado padrão. O aparelho que se utiliza desse princípio é o(a):
- A)tonômetro de aplanação de Draeger;
Certa: a tonometria de aplanação é a que se baseia no princípio de Imbert-Fick.
- B)tonômetro de identação de Schiøtz;
Errada: o tonômetro de Schiøtz é de indentação, não de aplanação.
- C)tonômetro de contorno dinâmico;
Errada: o tonômetro de contorno dinâmico usa outro princípio, com sensor de contorno corneano.
- D)tonometria de rebote (iCare);
Errada: a tonometria de rebote (iCare) mede o retorno de uma sonda, não se baseia em Imbert-Fick.
- E)pneumotonômetro.
Errada: o pneumotonômetro usa um jato de ar e não corresponde ao princípio de aplanação de Imbert-Fick.
Gabarito: A
A tonometria pela lei de Imbert-Fick usa a ideia de que a pressão dentro do olho pode ser estimada quando se aplanam uma área conhecida da córnea. Em outras palavras, você “achata” a córnea e, com isso, consegue inferir a pressão intraocular. É o princípio clássico por trás da tonometria de aplanação, que virou referência na prática clínica. O aparelho mais associado a esse princípio é o tonômetro de aplanação de Draeger, que trabalha com a lógica da aplanação corneana. Na prática, o método de Goldmann ficou mais famoso no consultório, mas entre as alternativas da questão o dispositivo que corresponde ao princípio de Imbert-Fick é o de aplanação. A banca quer que você reconheça a técnica, não só o nome “tradicional” mais lembrado. Os demais aparelhos seguem outras lógicas: o Schiøtz é de indentação, o iCare é de rebote, e o pneumotonômetro mede a resposta da córnea a um jato de ar. O contorno dinâmico também não é aplanação simples, porque usa um sensor de contorno para reduzir a influência da córnea. Resumo de prova: Imbert-Fick lembra aplanação. Se aparecer tonometria e você pensar em “achatar a córnea”, já está no caminho certo.