A equipe de medicina do trabalho solicita sua ajuda para estratificação de um paciente cirrótico aplicando o escore de Child-Pugh. O paciente comparece à consulta e traz o resultado dos seguintes exames laboratoriais recentemente disponibilizados: Masculino, 57 anos, sem ascite; sem encefalopatia hepática; aspartato aminotransferase não disponível, alanina aminotransferase 150 UI/L; albumina sérica 4,1 mg/dL; INR 1,5; bilirrubina total 1,5 mg/dL; sódio sérico 140 mg/dL; creatinina 1,7, alfa-feto-proteína 20 ng/dL. O valor do escore de Child-Pugh nesse caso é
- A)A5.
Correta, porque a soma dos 5 critérios do Child-Pugh resulta em 5 pontos, classificando o paciente como A5.
- B)A7.
Errada, porque 7 pontos já indicariam maior comprometimento hepático, e os dados do caso não chegam a esse total.
- C)B9.
Errada, porque 9 pontos é faixa de Child-Pugh B, bem acima da soma obtida neste paciente.
- D)C10.
Errada, porque 10 pontos corresponderiam a doença mais avançada, com parâmetros laboratoriais e clínicos piores do que os apresentados.
- E)C8.
Errada, porque 8 pontos também não condizem com o caso, já que o paciente não tem ascite, encefalopatia e mantém albumina adequada.
Gabarito: A
O escore de Child-Pugh é uma forma clássica de estimar a gravidade da cirrose e o prognóstico do paciente. Ele usa 5 itens: bilirrubina, albumina, INR (ou tempo de protrombina), presença de ascite e encefalopatia hepática. Cada item vale de 1 a 3 pontos, e a soma final classifica o paciente em A, B ou C. Aqui, o raciocínio é bem direto: sem ascite = 1 ponto; sem encefalopatia = 1 ponto; bilirrubina total de 1,5 mg/dL = 1 ponto; albumina de 4,1 g/dL = 1 ponto; INR de 1,5 = 1 ponto. Somando tudo, você chega a 5 pontos. Portanto, o paciente é Child-Pugh A, com escore 5. Em prova, o segredo é lembrar que o escore não usa ALT, AST, sódio, creatinina ou alfa-fetoproteína para essa classificação. Essas medidas podem ser importantes em outros contextos, mas aqui são só distração elegante da banca.