Paciente do sexo masculino, 43 anos, procura a emergência com quadro de dor lombar à direita, de forte intensidade, associada a náuseas e vômitos; história prévia de eliminação de cálculo urinário; não tem febre; ao exame – fácies de dor; agitado eupneico; afebril; PA 140X90mmHg; FC 85bpm; FR 17 IRPM; Sinal de Giordano positivo; EAS com hematúria; hemograma e bioquímica sem alterações significativas. Assinale a opção que indica com o exame padrão ouro para fazer o diagnóstico do quadro apresentado.
- A)Tomografia helicoidal de vias urinárias sem contraste.
Certa: a tomografia helicoidal de vias urinárias sem contraste é o padrão-ouro para diagnosticar litíase urinária em paciente estável, com alta sensibilidade e especificidade.
- B)Ultrassonografia de vias urinárias.
Errada: a ultrassonografia pode mostrar hidronefrose, mas falha com frequência para visualizar cálculos ureterais, sobretudo os pequenos e distais.
- C)Urografia excretora.
Errada: a urografia excretora foi muito usada no passado, mas foi superada pela tomografia sem contraste por menor acurácia e maior limitação prática.
- D)Radiografia simples de abdômen.
Errada: a radiografia simples de abdômen só detecta parte dos cálculos radiopacos e não exclui litíase se vier normal.
- E)Ressonância magnética de vias urinárias.
Errada: a ressonância magnética não é o exame de escolha para cálculo urinário, pois tem baixa utilidade para visualizar pedras e é menos disponível.
Gabarito: A
O quadro descrito é muito típico de cólica renal por ureterolitíase: dor lombar intensa em cólica, náuseas, vômitos, hematúria e antecedente de cálculo urinário, sem sinais de infecção. Nessa situação, o exame de escolha para confirmar o diagnóstico e localizar o cálculo é a tomografia helicoidal de vias urinárias sem contraste, porque ela identifica cálculos mesmo pequenos, mostra o grau de obstrução e ainda ajuda a excluir diagnósticos parecidos. É o famoso exame que "enxerga o problema inteiro" sem depender de o cálculo ser radiopaco ou de o rim estar dilatado. A ultrassonografia pode ser útil em alguns cenários, mas é menos sensível, principalmente para cálculos ureterais. Já a radiografia simples e a urografia excretora ficaram para trás como primeira opção na prática atual. Em concurso, a regra de ouro é: suspeitou de cólica renal em adulto estável, pense em tomografia sem contraste.