Um programa de conscientização sobre os malefícios do tabagismo será atualizado. Um grupo de estudantes de medicina auxilia nessa tarefa. No primeiro encontro, cinco alunas discutem acerca da fórmula para cálculo da carga-tabágica em anos-maço e fazem as seguintes afirmações: Aluna Rute: é o número de cigarros consumidos por dia, subtraído de 20 e multiplicado pelo número de anos de tabagismo. Aluna Glória: é o número de cigarros consumidos por dia dividido por 20 e multiplicado pela quantidade de anos de tabagismo. Aluna Raquel: é o número de cigarros consumidos por dia multiplicado por 20 e multiplicado pela quantidade de anos de tabagismo. Aluna Isabel: é o número de cigarros consumidos por dia multiplicado por 30 e subtraída a quantidade de anos de tabagismo. Aluna Carla: é o número de cigarros consumidos por dia, subtraído de 30 e multiplicado pelo número de anos de tabagismo. A aluna que acertou a fórmula foi
- A)Rute.
Errada, porque a fórmula não envolve subtração de 20; anos-maço não é consumo diário menos 20.
- B)Glória.
Certa, pois anos-maço = número de cigarros por dia dividido por 20, vezes o número de anos de tabagismo.
- C)Raquel.
Errada, porque multiplicar por 20 superestima absurdamente a carga-tabágica e não corresponde à definição.
- D)Isabel.
Errada, porque usa 30 e ainda mistura multiplicação com subtração, o que não faz parte da fórmula.
- E)Carla.
Errada, porque a fórmula não subtrai 30; o correto é dividir por 20 para converter cigarros em maços.
Gabarito: B
A carga-tabágica, também chamada de anos-maço, é um cálculo simples e muito cobrado: número de cigarros por dia dividido por 20, multiplicado pelo número de anos de tabagismo. A lógica é transformar o consumo diário em “maços por dia”, já que um maço costuma ter 20 cigarros. Depois, multiplica-se pelo tempo de uso para estimar a exposição acumulada. Então, se a pessoa fuma 10 cigarros por dia durante 20 anos, a conta fica 10/20 x 20 = 10 anos-maço. Se fuma 40 cigarros por dia por 10 anos, faz 40/20 x 10 = 20 anos-maço. É aquela fórmula que parece pequena, mas vive aparecendo em prova para testar se você lembra do detalhe dos 20 cigarros por maço. No enunciado, a alternativa correta é a da aluna Glória, porque ela disse exatamente isso: número de cigarros por dia dividido por 20 e multiplicado pelos anos de tabagismo. As demais trocam a operação, inventam subtração ou usam números sem sentido clínico. Esse cálculo é o padrão consagrado na prática médica para quantificar exposição ao tabaco e orientar risco, rastreio e aconselhamento, embora a forma mais cobrada em prova seja mesmo a fórmula clássica de anos-maço.