A vulvovaginite e a vaginose representam as causas mais comuns de corrimento vaginal patológico. Com relação ao (s) agente(s) etiológico(s) mais frequentemente implicado(s), observe os itens a seguir. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas/Infecções Sexualmente Transmissíveis/2022 Avalie se os agentes etiológicos mais frequentemente implicados incluem: I. Candida albicans; II. Gardnerella vaginalis; III. Trichomonas vaginalis. Está correto o que se afirme em
- A)I, apenas.
Errada, porque Candida albicans é frequente, mas não é a única agente mais implicado nesse tipo de corrimento.
- B)III, apenas.
Errada, porque Trichomonas vaginalis é importante, porém não aparece sozinha como resposta completa.
- C)I e II, apenas.
Errada, porque além de Candida albicans, também entram Gardnerella vaginalis e Trichomonas vaginalis.
- D)II e III, apenas.
Errada, porque Gardnerella vaginalis e Trichomonas vaginalis são frequentes, mas Candida albicans também deve ser incluída.
- E)I, II e III.
Certa, porque Candida albicans, Gardnerella vaginalis e Trichomonas vaginalis estão entre os agentes mais comuns de corrimento vaginal patológico.
Gabarito: E
Quando a prova fala em corrimento vaginal patológico, pense logo nos três campeões do consultório: candidíase, vaginose bacteriana e tricomoníase. Elas respondem pela maior parte dos quadros de vulvovaginite e vaginite, cada uma com características clínicas típicas, mas todas muito frequentes na prática. A ideia da questão é cobrar exatamente esse trio clássico de agentes etiológicos. A Candida albicans é a principal causa de vulvovaginite fúngica, geralmente com prurido intenso, corrimento branco e grumoso, e pH vaginal habitualmente normal. Já a Gardnerella vaginalis é fortemente associada à vaginose bacteriana, que costuma cursar com corrimento fluido, odor fétido e pH elevado. Essas duas aparecem o tempo todo nas diretrizes e são as primeiras que você deve lembrar. A Trichomonas vaginalis também entra no grupo das causas mais comuns de corrimento vaginal patológico, especialmente na tricomoníase, uma IST clássica. O corrimento pode ser espumoso, amarelo-esverdeado, com odor forte e, muitas vezes, colo em framboesa. Ou seja, se a questão pergunta os agentes etiológicos mais frequentemente implicados, não dá para excluir nenhum desses três. Por isso, o gabarito é a alternativa E. O raciocínio está alinhado ao Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de IST do Ministério da Saúde, que destaca justamente Candida albicans, Gardnerella vaginalis e Trichomonas vaginalis entre as causas mais prevalentes de corrimento vaginal patológico.