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Medicina · FGV · 2024

Questão comentada de Medicina

A cidade de São Paulo registrou, até novembro de 2023, cerca de 12 mil casos de dengue com 10 óbitos no total. A região Norte (Tremembé, Santana, Tucuruvi e Vila Maria) apresenta índices próximos aos de uma epidemia. Você examina, ao final do dia, um servidor residente da zona Norte com quadro febril e cefaleia e logo suspeita de dengue. Um caso suspeito de dengue é classificado como com sinais de alarme se, no período de defervescência da febre, apresenta, entre outros sinais,

Gabarito: B

Na dengue, o momento mais perigoso costuma ser justamente a defervescência da febre, quando o paciente pode parecer que está melhorando, mas na verdade pode estar entrando na fase de extravasamento plasmático. É nessa janela que surgem os chamados sinais de alarme, que pedem observação mais de perto e muita atenção clínica. Em prova, a banca gosta de cobrar esses sinais em formato de lista, então vale decorar os clássicos. Entre os sinais de alarme estão dor abdominal intensa e contínua ou dor à palpação do abdome, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, sonolência ou irritabilidade, hepatomegalia, acúmulo de líquidos e aumento do hematócrito com queda abrupta de plaquetas. A ideia é simples: se a febre está baixando, mas o quadro geral piora, acende a luz amarela da dengue. Por isso, o item B está correto: dor à palpação do abdome é um sinal de alarme típico da dengue. Ele aponta para maior risco de evolução desfavorável e exige reavaliação rápida, hidratação e vigilância para sinais de choque. Em termos práticos, não é para “esperar passar”: é para examinar, acompanhar e tratar cedo. As diretrizes do Ministério da Saúde e a classificação da dengue da OMS usam exatamente essa lógica de gravidade escalonada, separando a forma sem sinais de alarme, com sinais de alarme e dengue grave. Em prova de FGV, esse recorte clínico costuma ser cobrado quase como receita de bolo.

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