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Medicina · FGV · 2024

Questão comentada de Medicina

Ao prescrever um tratamento anti-hipertensivo você pontua a possibilidade do surgimento de certos efeitos adversos: tosse seca, edema angioneurótico e erupção cutânea. Você certamente prescreveu um fármaco da seguinte classe:

Gabarito: B

Os efeitos adversos descritos no enunciado apontam para uma classe muito clássica de anti-hipertensivos: os inibidores da enzima conversora da angiotensina, os famosos IECA. Eles agem bloqueando a conversão de angiotensina I em angiotensina II, reduzindo a vasoconstrição e também a secreção de aldosterona, o que ajuda a baixar a pressão arterial. O detalhe que costuma cair em prova é o pacote de efeitos colaterais: tosse seca, por acúmulo de bradicinina, além de edema angioneurótico e erupção cutânea. Quando você vê essa combinação, quase sempre está diante de um IECA, como captopril, enalapril ou lisinopril. É aquele tipo de remédio que melhora a pressão, mas às vezes entrega o jogo pelos efeitos adversos. A lógica é simples: se o fármaco mexe no sistema renina-angiotensina, pode dar tosse seca e angioedema. Isso é bem cobrado porque diferencia os IECA de outras classes anti-hipertensivas mais “silenciosas”. Na prática clínica e nas provas, esse conjunto de efeitos é um marcador bem característico da classe. Portanto, o gabarito é a letra B. As demais classes até tratam hipertensão, mas não têm esse perfil clássico de tosse seca e edema angioneurótico como assinatura.

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