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Medicina · FGV · 2024

Questão comentada de Medicina

O tratamento para cessação do tabagismo contempla medidas não farmacológicas e farmacológicas. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Tabagismo/2020, o seguinte antecedente confere contraindicação absoluta à prescrição de cloridrato de bupropiona:

Gabarito: D

Na cessação do tabagismo, o tratamento costuma combinar apoio comportamental com medicamentos, porque parar de fumar não é só força de vontade: o cérebro também “cobra a conta”. Entre os fármacos usados, o cloridrato de bupropiona ajuda a reduzir fissura e sintomas de abstinência, mas exige atenção às contraindicações, especialmente as relacionadas ao risco de convulsão. O ponto central da questão é esse: a bupropiona diminui o limiar convulsivo. Por isso, ela não deve ser prescrita para quem tem epilepsia ou outros antecedentes convulsivos, pois o risco de desencadear crises fica inaceitável. No Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Tabagismo/2020, a epilepsia aparece como contraindicação absoluta para seu uso. As demais alternativas parecem “doenças importantes”, mas não são contraindicações absolutas clássicas da bupropiona nesse protocolo. Em prova, a banca gosta de misturar comorbidades frequentes para ver se você reconhece o detalhe que realmente derruba o uso do medicamento. Resumo de prova: bupropiona é boa aliada na cessação do tabagismo, mas, se houver epilepsia, ela sai de cena. O raciocínio é direto, com fundamento no PCDT do Tabagismo/2020 e na farmacologia do próprio fármaco.

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