O tratamento para cessação do tabagismo contempla medidas não farmacológicas e farmacológicas. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Tabagismo/2020, o seguinte antecedente confere contraindicação absoluta à prescrição de cloridrato de bupropiona:
- A)hipotireoidismo de Hashimoto.
Errada: hipotireoidismo de Hashimoto não é contraindicação absoluta clássica para bupropiona no PCDT do tabagismo.
- B)doença ulcero-péptica.
Errada: doença ulcerosa péptica não impede, por si só, a prescrição de bupropiona para cessação do tabagismo.
- C)insuficiência renal crônica.
Errada: insuficiência renal crônica pode exigir cautela e ajuste conforme o caso, mas não é a contraindicação absoluta cobrada aqui.
- D)epilepsia.
Certa: epilepsia é contraindicação absoluta para bupropiona, porque o fármaco reduz o limiar convulsivo.
- E)idade ≥ 60 anos.
Errada: idade maior ou igual a 60 anos não é contraindicação absoluta para o uso de bupropiona.
Gabarito: D
Na cessação do tabagismo, o tratamento costuma combinar apoio comportamental com medicamentos, porque parar de fumar não é só força de vontade: o cérebro também “cobra a conta”. Entre os fármacos usados, o cloridrato de bupropiona ajuda a reduzir fissura e sintomas de abstinência, mas exige atenção às contraindicações, especialmente as relacionadas ao risco de convulsão. O ponto central da questão é esse: a bupropiona diminui o limiar convulsivo. Por isso, ela não deve ser prescrita para quem tem epilepsia ou outros antecedentes convulsivos, pois o risco de desencadear crises fica inaceitável. No Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Tabagismo/2020, a epilepsia aparece como contraindicação absoluta para seu uso. As demais alternativas parecem “doenças importantes”, mas não são contraindicações absolutas clássicas da bupropiona nesse protocolo. Em prova, a banca gosta de misturar comorbidades frequentes para ver se você reconhece o detalhe que realmente derruba o uso do medicamento. Resumo de prova: bupropiona é boa aliada na cessação do tabagismo, mas, se houver epilepsia, ela sai de cena. O raciocínio é direto, com fundamento no PCDT do Tabagismo/2020 e na farmacologia do próprio fármaco.