A espirometria é o exame de função pulmonar preconizado para a avaliação dos indivíduos com suspeita de asma. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Asma/2021 Em relação à espirometria, assinale a afirmativa correta.
- A)A espirometria é o exame capaz de identificar limitação ao fluxo aéreo expiratório, sendo essencial para o diagnóstico, mas não para o acompanhamento do doente.
Errada, porque a espirometria também é importante no acompanhamento do asmático, não apenas no diagnóstico.
- B)A espirometria é o exame capaz de identificar limitação ao fluxo aéreo inspiratório, sendo essencial para o acompanhamento, mas não para o diagnóstico do doente.
Errada, pois a limitação na asma é do fluxo aéreo expiratório, e não inspiratório.
- C)A espirometria é o exame capaz de identificar limitação ao fluxo aéreo expiratório, sendo essencial para o diagnóstico e acompanhamento do doente.
Certa, porque a espirometria identifica limitação ao fluxo aéreo expiratório e é útil tanto para diagnóstico quanto para acompanhamento.
- D)A espirometria confirma a limitação ao fluxo aéreo, sendo determinante na distinção entre asma com obstrução fixa e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
Errada, porque a espirometria não é determinante isoladamente para distinguir asma com obstrução fixa de DPOC.
- E)A espirometria confirma a limitação ao fluxo aéreo, sendo determinante no diagnóstico da sobreposição entre asma e DPOC.
Errada, porque a sobreposição asma-DPOC não é confirmada de forma determinante apenas pela espirometria.
Gabarito: C
A espirometria é o principal exame de função pulmonar para investigar asma porque mostra se existe limitação ao fluxo aéreo expiratório, geralmente com redução da relação VEF1/CVF. Na prática, ela ajuda tanto no diagnóstico quanto no acompanhamento, já que permite avaliar gravidade, resposta ao broncodilatador e controle ao longo do tempo. Na asma, o padrão clássico é obstrutivo e, muitas vezes, reversível após broncodilatador, o que reforça a suspeita clínica. Então, quando a questão fala em fluxo expiratório, ela está no caminho certo: é justamente a expiração que “denuncia” a obstrução nas doenças obstrutivas como a asma. O ponto central do item correto é este: a espirometria é útil para diagnosticar e também para acompanhar o doente. Isso está de acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Asma de 2021, que a preconiza na avaliação dos indivíduos com suspeita de asma e no seguimento clínico. Em resumo: não é só para “dar o nome” da doença, mas também para ver como ela está se comportando ao longo do tempo. Já a ideia de que a espirometria separa de forma determinante asma, DPOC e sobreposição é simplificação demais. Ela ajuda muito, claro, mas o diagnóstico diferencial depende do conjunto: história clínica, idade de início, tabagismo, reversibilidade, sintomas e evolução.