Paciente do sexo feminino, 65 anos, tabagista 50 maços/ano, procura atendimento medico com queixa de tosse produtiva e dispneia aos moderados esforços. Sem queixa de emagrecimento. A espirometria do paciente tem os seguintes resultados: VEF1/CVF <70% e VEF1 ≥ 80%. De acordo com esses resultados da espirometria, esse paciente é corretamente classificado como DPOC Gold
- A)I.
Correta, porque VEF1/CVF = 80% define DPOC GOLD 1.
- B)II.
Errada, porque GOLD 2 exige VEF1 entre 50% e 79% do previsto.
- C)III.
Errada, porque GOLD 3 é reservado para VEF1 entre 30% e 49% do previsto.
- D)IV.
Errada, porque GOLD 4 corresponde a VEF1 abaixo de 30% do previsto.
- E)V.
Errada, porque VEF1 normal ou pouco reduzido não leva a esse grau de gravidade.
Gabarito: A
Na DPOC, o diagnóstico espirométrico vem primeiro: relação VEF1/CVF abaixo de 0,70 confirma obstrução ao fluxo aéreo. Depois, a gravidade espirométrica é classificada pelo VEF1 em porcentagem do previsto. Quando o VEF1 é igual ou maior que 80%, estamos diante de limitação leve, isto é, GOLD 1. Aqui, a paciente tem sintomas típicos de DPOC, como tosse produtiva e dispneia aos esforços, além de importante tabagismo. Mas, para a classificação GOLD espirométrica, o dado que manda é o VEF1. Como ele está preservado (>= 80%), o estágio correto é o mais inicial da obstrução, apesar da relação VEF1/CVF já estar reduzida. É uma pegadinha clássica: muita gente vê obstrução e já imagina DPOC grave, mas não é assim que a classificação funciona. O GOLD usa a queda do VEF1 para separar os graus 1 a 4. Em provas, vale lembrar: obstrução confirma DPOC, mas a porcentagem do VEF1 define o grau. Por isso, o gabarito A está correto: VEF1/CVF = 80% corresponde a DPOC GOLD 1.