Paciente do sexo feminino, 55 anos, hipertensa e diabética procura atendimento na unidade básica de saúde onde faz acompanhamento devido elevação da pressão arterial, PA 160X100mmHg e queixa de cefaleia. Ao chegar à unidade, a equipe do acolhimento deverá
- A)agendar uma consulta medica para quando tiver disponibilidade.
Errada, porque um caso sintomático com PA elevada não deve ser apenas agendado para outro dia, já que exige avaliação no momento do acolhimento.
- B)referenciar paciente para atendimento na unidade de pronto atendimento mais próxima da sua área.
Errada, porque a transferência para UPA não é a primeira medida obrigatória sem antes avaliar a gravidade e solicitar exame médico na própria unidade.
- C)encaminhar paciente para atendimento com cardiologista.
Errada, pois cardiologista não é a porta de entrada para a situação aguda descrita; primeiro vem a avaliação clínica imediata.
- D)acolher a paciente e solicitar avaliação médica.
Certa, porque o acolhimento deve organizar o cuidado e encaminhar a paciente para avaliação médica imediata diante da pressão elevada com cefaleia.
- E)solicitar ambulância para que paciente seja transferida para emergência.
Errada, porque não há dados que indiquem emergência com necessidade de ambulância; isso só seria cogitado diante de instabilidade ou sinais graves.
Gabarito: D
Quando a pessoa hipertensa chega à unidade básica com pressão elevada, o primeiro passo não é sair empurrando para especialista ou hospital. O acolhimento serve justamente para ouvir, avaliar rapidamente o risco e organizar o atendimento conforme a gravidade. Em caso de queixa associada, como cefaleia, a equipe precisa encaminhar para avaliação médica no próprio momento do atendimento, porque isso pode representar necessidade de exame clínico e decisão imediata sobre conduta. Aqui, a pressão de 160x100 mmHg está alta, mas não descreve, por si só, uma emergência hipertensiva. O que muda o jogo é a presença de sintomas e a necessidade de verificar se há sinais de lesão aguda de órgão-alvo, como alterações neurológicas, dor torácica, falta de ar ou alteração visual. Por isso, o paciente não deve simplesmente esperar uma vaga futura nem ser encaminhado automaticamente a cardiologista. Na atenção primária, o acolhimento tem lógica de classificação de risco e responsabilização do caso. A unidade não deve mandar embora nem tratar o quadro como simples rotina administrativa. O correto é acolher a paciente e solicitar avaliação médica, para que o profissional decida se o caso segue para ajuste medicamentoso, observação, investigação de gravidade ou eventual encaminhamento. Em linguagem de prova: sintomas + PA elevada pedem avaliação clínica imediata no serviço, e não agendamento tardio ou especialidade diretamente. A alternativa D traduz exatamente essa postura assistencial da UBS, alinhada aos princípios do SUS e ao cuidado oportuno na porta de entrada.