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Medicina · FGV · 2024

Questão comentada de Medicina

Paciente do sexo feminino, 55 anos, hipertensa e diabética procura atendimento na unidade básica de saúde onde faz acompanhamento devido elevação da pressão arterial, PA 160X100mmHg e queixa de cefaleia. Ao chegar à unidade, a equipe do acolhimento deverá

Gabarito: D

Quando a pessoa hipertensa chega à unidade básica com pressão elevada, o primeiro passo não é sair empurrando para especialista ou hospital. O acolhimento serve justamente para ouvir, avaliar rapidamente o risco e organizar o atendimento conforme a gravidade. Em caso de queixa associada, como cefaleia, a equipe precisa encaminhar para avaliação médica no próprio momento do atendimento, porque isso pode representar necessidade de exame clínico e decisão imediata sobre conduta. Aqui, a pressão de 160x100 mmHg está alta, mas não descreve, por si só, uma emergência hipertensiva. O que muda o jogo é a presença de sintomas e a necessidade de verificar se há sinais de lesão aguda de órgão-alvo, como alterações neurológicas, dor torácica, falta de ar ou alteração visual. Por isso, o paciente não deve simplesmente esperar uma vaga futura nem ser encaminhado automaticamente a cardiologista. Na atenção primária, o acolhimento tem lógica de classificação de risco e responsabilização do caso. A unidade não deve mandar embora nem tratar o quadro como simples rotina administrativa. O correto é acolher a paciente e solicitar avaliação médica, para que o profissional decida se o caso segue para ajuste medicamentoso, observação, investigação de gravidade ou eventual encaminhamento. Em linguagem de prova: sintomas + PA elevada pedem avaliação clínica imediata no serviço, e não agendamento tardio ou especialidade diretamente. A alternativa D traduz exatamente essa postura assistencial da UBS, alinhada aos princípios do SUS e ao cuidado oportuno na porta de entrada.

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