Relacione os achados clínicos a seguir com as etiologias secundárias de Hipertensão arterial: 1. Apneia obstrutiva do sono 2. Doença do parênquima renal 3. Estenose da artéria renal 4. Hiperaldosteronismo primário ( ) Maioria assintomática. Hipopotassemia (não obrigatória e não habitual). Nódulo adrenal incidental. ( ) Ronco, sonolência diurna, cefaleia matinal, síndrome metabólica. ( ) Edema, anorexia, nictúria, fadiga, anemia, ureia e creatinina elevadas. ( ) Sopro abdominal, alteração da função renal pelo uso do captopril, rins assimétricos. A relação correta, na ordem apresentada, é
- A)2 – 1 – 3 – 4.
Errada, porque coloca doença renal e apneia do sono nos dois primeiros itens, mas o primeiro enunciado descreve hiperaldosteronismo primário.
- B)3 – 1 – 2 – 4.
Errada, pois troca a estenose de artéria renal pelo primeiro item e ainda embaralha os demais quadros clínicos.
- C)4 – 1 – 3 – 2.
Errada, porque coloca estenose renal no terceiro item, mas esse quadro é de doença do parênquima renal.
- D)4 – 1 – 2 – 3.
Certa, pois associa corretamente hiperaldosteronismo primário, apneia obstrutiva do sono, doença do parênquima renal e estenose da artéria renal na ordem pedida.
- E)1 – 2 – 3 – 4.
Errada, porque atribui apneia do sono ao primeiro item e não respeita a correlação clínica de cada etiologia secundária.
Gabarito: D
Quando a hipertensão vem de uma causa secundária, o truque da prova é reconhecer os sinais de pista. A FGV adora misturar sintomas bem típicos com doenças que parecem parecidas, mas cada uma tem sua cara: ronco e sonolência apontam para apneia do sono; edema e ureia/creatinina altas lembram doença renal; sopro abdominal e rim assimétrico sugerem estenose de artéria renal; e hipopotassemia com achado adrenal incidental faz pensar em hiperaldosteronismo primário. No primeiro enunciado, "maioria assintomática" e "hipopotassemia não obrigatória" combinam com hiperaldosteronismo primário, porque nem todo paciente chega com a tríade clássica. Em muitos casos, a doença aparece em uma investigação de hipertensão difícil de controlar ou por um nódulo adrenal descoberto por acaso. O segundo conjunto fala de ronco, sonolência diurna, cefaleia matinal e síndrome metabólica. Isso é praticamente a assinatura da apneia obstrutiva do sono, que aumenta a atividade simpática e ajuda a manter a pressão lá em cima. O terceiro descreve quadro urêmico e retenção de líquido, que é bem a cara da doença do parênquima renal. Por fim, o sopro abdominal, a piora da função renal após captopril e os rins assimétricos fecham estenose da artéria renal. Isso ocorre porque o rim "enganado" pela baixa perfusão ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona, elevando a pressão. Assim, a sequência correta é 4 - 1 - 2 - 3, exatamente o que a alternativa D traz.