No Brasil, a condição subjacente mais comum de endocardite infecciosa é
- A)tuberculose.
Errada: tuberculose não é a condição subjacente mais comum de endocardite infecciosa no Brasil.
- B)uso de drogas injetáveis.
Errada: uso de drogas injetáveis é fator de risco importante, mas não é a condição subjacente mais comum perguntada na realidade brasileira.
- C)uso de marca-passo.
Errada: marca-passo pode se associar a infecções, porém não é a principal condição subjacente clássica de endocardite infecciosa.
- D)relato de cirurgia recente.
Errada: cirurgia recente pode aumentar risco de infecção, mas não é a condição de base mais comum dessa doença.
- E)história de febre reumática.
Certa: a história de febre reumática é a condição subjacente mais comum no Brasil, pois costuma deixar lesões valvares que favorecem endocardite.
Gabarito: E
A endocardite infecciosa é uma infecção das valvas ou do endocárdio, e costuma aparecer sobre um “terreno” já machucado. Em termos simples: a bactéria aproveita uma porta de entrada que já estava meio aberta. Por isso, a doença de base ajuda muito a prever o risco e a lembrar a resposta da questão. No Brasil, a condição subjacente mais comum associada à endocardite infecciosa é a história de febre reumática, porque ela pode deixar sequelas valvares, especialmente na valva mitral, criando uma superfície mais vulnerável à colonização por microrganismos. Ou seja: febre reumática no passado, valva lesionada no presente, maior chance de endocardite depois. Já os outros fatores aparecem em contextos específicos, mas não são a principal condição subjacente cobrada aqui. Em prova, a banca gosta de testar se você sabe diferenciar fatores de risco gerais de lesões estruturais prévias, que são o ponto central da fisiopatologia. Então, guardando a ideia-chave: a febre reumática é a base clássica no Brasil porque deixa lesão valvar residual. Em questões de cardiologia, essa associação é uma velha conhecida e cai bastante como padrão doutrinário.