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Medicina · FGV · 2024

Questão comentada de Medicina

Paciente do sexo feminino, 53 anos, é levada para emergência com quadro de dor torácica em aperto com irradiação para membro superior esquerdo. O eletrocardiograma evidenciou supra de ST em DII, DIII e aVF. A paciente foi submetida a tratamento com fibrinolítico, pois não havia disponibilidade de angioplastia no tempo adequado. Após o uso de fibrinolítico, a paciente deve ser submetida à cineangiocoronariografia em até

Gabarito: A

Quando o paciente com infarto com supra de ST não consegue fazer angioplastia no tempo ideal, o fibrinolítico entra como plano B para tentar abrir a artéria o quanto antes. Mas isso não encerra o cuidado: após a trombólise, a conduta recomendada é seguir com estratégia farmacoinvasiva, ou seja, fazer cineangiocoronariografia de rotina em até 24 horas, mesmo que a paciente melhore clinicamente. A ideia é simples: o fibrinolítico pode dissolver o trombo, mas não resolve com segurança a lesão coronariana de base, e deixar para depois demais aumenta o risco de reoclusão e novos eventos. Esse intervalo de até 24 horas é o que costuma ser cobrado em prova quando o enunciado fala em fibrinolítico com estabilidade clínica após o tratamento. Se houver falha da reperfusão, a regra muda e a paciente vai para angioplastia de resgate imediatamente. Aqui, porém, o comando pergunta a janela habitual pós-fibrinólise, e a resposta é 24 horas. Em termos práticos, pense assim: abriu com trombolítico? Ótimo, mas agora não é hora de “deixar quieto”. A coronariografia precoce é parte do tratamento padrão porque ajuda a definir se precisa de intervenção coronária percutânea e reduz complicações. É a lógica da estratégia farmacoinvasiva, muito cobrada em cardiologia de concurso.

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