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Medicina · FGV · 2024

Questão comentada de Medicina

Paciente do sexo masculino, 77 anos, com diagnósticos de hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e diabetes mellitus, é levado para emergência com quadro de dispneia, expectoração rósea, sudorese, ao exame – PA 210x110mmHg; FC 95bpm; FR 25 IRPM RCR, ritmo cardíaco em galope, ausculta pulmonar com estertores bolhosos difusos e edema bilateral de membros inferiores. Nesse caso, a medicação de escolha para o controle da PA é

Gabarito: D

Aqui o quadro é de emergência hipertensiva com edema agudo de pulmão: PA muito elevada, dispneia, expectoração rósea, estertores difusos e sinais de congestão. Nessa situação, você precisa reduzir a pressão de forma rápida e controlada, com droga intravenosa de ação imediata e que também ajude a aliviar a sobrecarga cardíaca. O nitroprussiato de sódio é um vasodilatador arterial e venoso potente, muito útil quando a hipertensão vem acompanhada de insuficiência cardíaca aguda e edema pulmonar. Ele reduz pré-carga e pós-carga ao mesmo tempo, o que melhora a congestão pulmonar e diminui o trabalho do coração. É exatamente por isso que ele é a melhor escolha aqui. Em prova, lembre da lógica: crise hipertensiva com lesão aguda de órgão-alvo pede droga titulável e de efeito rápido. O nitroprussiato entra bem nesse cenário, especialmente quando há edema agudo de pulmão. Na prática, precisa de monitorização rigorosa porque pode causar hipotensão excessiva e toxicidade por cianeto em uso prolongado ou altas doses. Já captopril pode até ser usado em algumas situações de urgência hipertensiva, mas não é a melhor opção para esse cenário grave com congestão pulmonar. Labetalol e nifedipina não são preferidos aqui, e hidralazina tem ação menos previsível. A banca costuma cobrar justamente essa diferença entre urgência e emergência hipertensiva, e entre remédio oral e droga intravenosa titulável.

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