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Medicina · FGV · 2024

Questão comentada de Medicina

Um servidor de 21 anos procura o posto de atendimento médico. Há dois dias ele tem percebido um corrimento uretral mucopurulento, associado a estrangúria. Ele refere nova parceira sexual e uso inadequado de preservativo. Você corretamente suspeita de um quadro de uretrite infecciosa. Considerando os dois agentes etiológicos mais frequentes, em pacientes imunocompetentes, não alérgicos a penicilina, a opção de tratamento empírico preconizada é:

Gabarito: B

Na uretrite infecciosa aguda em homem jovem com corrimento mucopurulento e disúria/estrangúria, o raciocínio inicial é pensar nos dois agentes mais comuns em pacientes imunocompetentes: Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis. Como na prática você muitas vezes não tem o resultado na mão na hora, o tratamento empírico precisa cobrir os dois logo de cara. É aquele momento clássico de agir primeiro e confirmar depois, sem deixar o microrganismo ganhar tempo. Por isso, o esquema cobrado pela questão é ceftriaxona intramuscular em dose única associada a azitromicina por via oral em dose única. A ceftriaxona cobre muito bem a gonococcia, e a azitromicina entra para cobrir a possível coinfecção por clamídia. Em provas, isso aparece como o raciocínio padrão da uretrite uretrite-aguda com secreção purulenta em contexto de relação sexual desprotegida. Vale lembrar que diretrizes mais atuais podem preferir outros esquemas para clamídia em alguns cenários, como doxiciclina, mas a banca está cobrando o protocolo clássico e o tratamento empírico historicamente consolidado para cobrir os dois agentes mais frequentes. Em concurso, o importante é reconhecer o binômio gonococo + clamídia e não cair em antivirais ou antiparasitários por causa da secreção. Então, a resposta correta é a alternativa B, porque ela faz a cobertura empírica adequada para uretrite infecciosa compatível com gonorreia e possível coinfecção por clamídia.

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