Um servidor procura o posto de atendimento médico por sintomas respiratórios recorrentes. Você suspeita do diagnóstico de asma. A probabilidade de que o paciente tenha asma é aumentada pela presença de
- A)expectoração crônica.
Errada, porque expectoração crônica sugere mais bronquite crônica ou outra doença de vias aéreas do que asma típica.
- B)dispneia induzida pelo exercício com inspiração ruidosa.
Errada, porque dispneia ao exercício com inspiração ruidosa lembra mais estridor de via aérea superior ou disfunção de cordas vocais do que asma.
- C)falta de ar associada a tontura ou formigamento nas extremidades.
Errada, porque falta de ar com tontura ou formigamento nas extremidades é mais compatível com hiperventilação/ansiedade do que com asma.
- D)dor no peito.
Errada, porque dor no peito é inespecífica e pode ocorrer em várias condições, não sendo o achado que mais aumenta a probabilidade de asma.
- E)sibilos e aperto no peito.
Certa, porque sibilos e aperto no peito são achados clássicos de asma e aumentam bastante a suspeita diagnóstica.
Gabarito: E
Na suspeita de asma, você procura pistas de sintomas que variam com o tempo e com gatilhos, como alergênicos, exercício, frio ou infecções virais. A asma costuma dar crises de falta de ar, chiado no peito, aperto torácico e tosse, especialmente à noite ou de madrugada. O pulmão fica “nervoso” e hiper-reativo, então os sintomas aparecem e somem, em vez de serem contínuos o tempo todo. O achado que mais aumenta a probabilidade de asma é justamente o conjunto de sibilos e aperto no peito. Chiado é quase um cartão de visita da obstrução variável das vias aéreas, e o aperto torácico completa o quadro típico. Em prova, quando a banca quer asma, ela adora esse combo clássico: sintoma episódico, recorrente e com chiado. Não costuma ser um quadro de expectoração crônica como em bronquite crônica, por exemplo. A dispneia pode existir em outras doenças, mas, isoladamente, não fecha as portas para o diagnóstico. O que pesa mesmo é a combinação de sintomas compatíveis com broncoconstrição reversível. Em diretrizes como a GINA, o diagnóstico é sustentado por sintomas respiratórios variáveis e por evidência de limitação variável do fluxo aéreo. Então, na lógica de prova, se apareceu sibilo com aperto no peito em um paciente com sintomas respiratórios recorrentes, a suspeita de asma sobe bastante. É o tipo de pista que faz o examinador sorrir e a questão ficar bem menos traiçoeira.