Na dispepsia funcional, o diagnóstico apoia-se, na ausência de doença orgânica, na presença de um ou mais dos seguintes achados:
- A)náuseas e vômitos, plenitude pós-prandial, saciedade precoce.
Errada, porque náuseas e vômitos não são os sintomas centrais do diagnóstico de dispepsia funcional, embora possam coexistir.
- B)dor epigástrica, estufamento epigástrico, eructação excessiva.
Errada, porque estufamento e eructação excessiva são queixas inespecíficas e não formam o conjunto clássico exigido.
- C)dor epigástrica, pirose, regurgitação pós prandial.
Errada, porque pirose e regurgitação pós-prandial sugerem mais doença do refluxo gastroesofágico do que dispepsia funcional.
- D)plenitude pós-prandial, saciedade precoce, dor epigástrica queimação epigástrica.
Certa, porque reúne plenitude pós-prandial, saciedade precoce, dor epigástrica e queimação epigástrica, que são os sintomas típicos.
- E)plenitude pós-prandial, saciedade precoce, hemorragia digestiva alta.
Errada, porque hemorragia digestiva alta é sinal de alarme e afasta a ideia de quadro funcional sem doença orgânica.
Gabarito: D
A dispepsia funcional é aquele quadro em que a pessoa sente sintomas “de estômago”, mas a investigação não mostra doença orgânica que explique tudo. O diagnóstico é clínico e segue critérios como os de Roma, valorizando principalmente plenitude pós-prandial, saciedade precoce, dor epigástrica e queimação epigástrica, sempre na ausência de lesão estrutural que justifique o quadro. Em outras palavras: o exame pode até vir “bonito”, mas o paciente continua com sintomas reais. Na classificação atual, esses sintomas se organizam em dois grupos principais: síndrome do desconforto pós-prandial e síndrome da dor epigástrica. A primeira costuma ter plenitude após comer e saciedade precoce; a segunda, dor ou queimação no epigástrio. É exatamente essa combinação que a questão cobra. Por isso, o gabarito é a letra D. Ela reúne os sintomas clássicos da dispepsia funcional: plenitude pós-prandial, saciedade precoce, dor epigástrica e queimação epigástrica. As outras alternativas misturam sintomas que apontam mais para refluxo, alarmes ou achados inespecíficos, e não para o núcleo diagnóstico da dispepsia funcional. Resumo de prova: se aparecer plenitude pós-prandial e saciedade precoce, pense em dispepsia funcional; se vier pirose e regurgitação, o pensamento começa a migrar para DRGE. E, claro, hemorragia digestiva alta não é “detalhe”, é sinal de alarme, não critério de dispepsia funcional.