Acerca da anatomia nasal e paranasal, é correto afirmar que
- A)a concha nasal superior é menor do que a inferior e localiza-se inferiormente e anteriormente à concha nasal média.
Errada: a concha nasal superior não fica inferior e anteriormente à média; ela é menor e está superiormente, na parede lateral da cavidade nasal.
- B)a célula de Onodi é uma grande célula etmoidal, localizada no interior do seio maxilar.
Errada: a célula de Onodi é uma célula etmoidal posterior relacionada ao nervo óptico, e não fica no interior do seio maxilar.
- C)as artérias etmoidais anterior e posterior surgem no interior da órbita como ramos da artéria maxilar interna, que é originada da artéria carótida interna.
Errada: as artérias etmoidais anterior e posterior vêm da artéria oftálmica, que é ramo da carótida interna, e não da artéria maxilar.
- D)o canal infraorbitário localiza-se no assoalho do seio maxilar, podendo podem haver deiscências, com recessos laterais.
Errada: o canal infraorbitário não se localiza no assoalho do seio maxilar, pois seu trajeto é no teto do seio, podendo haver deiscências e proximidade com o seio.
- E)o infundíbulo etmoidal é limitado medialmente pelo processo uncinado, lateralmente pela lâmina papirácea ou por células etmoidais anteriores e superiormente pela bula etmoidal.
Certa: o infundíbulo etmoidal é delimitado medialmente pelo processo uncinado, lateralmente pela lâmina papirácea ou células etmoidais anteriores, e superiormente pela bula etmoidal.
Gabarito: E
Na anatomia nasal e dos seios paranasais, o que mais cai em prova é a relação entre conchas, células etmoidais, óstios e os limites dos recessos de drenagem. Parece um mapa cheio de corredores, mas a lógica é sempre a mesma: o ar entra, os seios drenam e a prova tenta trocar os vizinhos de lugar para confundir você. O infundíbulo etmoidal é uma passagem importante da via de drenagem da região anterior do complexo óstio-meatal. Ele fica limitado medialmente pelo processo uncinado, lateralmente pela lâmina papirácea ou por células etmoidais anteriores, e superiormente pela bula etmoidal. Essa descrição está correta e é exatamente o que torna a alternativa E verdadeira. Na prática, entender essas relações ajuda a localizar melhor os sítios de drenagem do seio frontal, maxilar e das células etmoidais anteriores. Em rinossinusites, por exemplo, qualquer estreitamento dessa região pode atrapalhar a ventilação e a drenagem, o que explica a importância anatômica e clínica do tema. Como reforço final: a banca gosta de inverter limites anatômicos e misturar etmoide com maxila ou órbita. Então, quando aparecerem termos como infundíbulo, bula etmoidal e processo uncinado, pense na unidade anatômica do complexo óstio-meatal, que é o coração da drenagem dos seios anteriores.