No acesso dorsal para a extremidade proximal do antebraço (Thompson) para o tratamento da fratura de rádio, devem ser usados os seguintes intervalos musculares:
- A)abdutor longo do polegar e extensor curto radial do carpo.
Errada, porque o intervalo entre abdutor longo do polegar e extensor curto radial do carpo não é o usado no acesso de Thompson.
- B)extensor longo do polegar e extensor curto do polegar.
Errada, pois extensor longo do polegar e extensor curto do polegar não correspondem ao plano clássico de entrada do Thompson.
- C)extensor curto radial do carpo e extensor ulnar do carpo.
Errada, já que extensor curto radial do carpo e extensor ulnar do carpo não formam o intervalo descrito para esse acesso.
- D)abdutor longo do polegar e extensor ulnar do carpo.
Errada, porque abdutor longo do polegar e extensor ulnar do carpo pertencem a referências anatômicas diferentes da via dorsal de Thompson.
- E)extensor comum dos dedos e extensor curto radial do carpo.
Certa, pois o acesso de Thompson utiliza o intervalo entre o extensor comum dos dedos e o extensor curto radial do carpo.
Gabarito: E
No acesso dorsal de Thompson para a extremidade proximal do antebraço, a ideia é chegar ao rádio sem “brigar” com os planos nobres e sem desnecessariamente abrir o extensor do jeito errado. Esse acesso usa o intervalo muscular entre o extensor comum dos dedos e o extensor curto radial do carpo, o que permite exposição posterior do rádio proximal com boa segurança anatômica. Pense assim: em ortopedia, quase toda abordagem tem uma “rua” entre músculos. Se você entra no corredor certo, o caminho fica mais limpo e o risco para estruturas vizinhas cai bastante. No Thompson, esse corredor é justamente o espaço entre o extensor comum dos dedos e o extensor curto radial do carpo. Por isso o gabarito é a letra E. As outras alternativas misturam músculos de outros acessos do antebraço e da região do polegar, que não correspondem a esse trajeto dorsal clássico. Em prova, a banca costuma cobrar a associação direta entre o nome do acesso e o intervalo muscular correspondente. Como referência doutrinária, isso é descrito nos manuais clássicos de acesso cirúrgico em ortopedia e traumatologia, que padronizam o Thompson como via dorsal para o rádio proximal usando esse intervalo extensor.