Uma criança de 6 anos apresenta lesões elevadas, avermelhadas e com coceira intensa em diversas áreas do corpo. As lesões têm aspecto de urticária e surgem frequentemente após exposição a alimentos ou ambiente externo. Nesse caso, o diagnóstico mais provável é
- A)dermatite atópica.
Errada, porque dermatite atópica costuma dar eczema seco, recorrente e em áreas flexurais, não placas urticariformes típicas.
- B)dermatite de contato.
Errada, porque dermatite de contato geralmente fica restrita ao local de exposição e não forma o padrão clássico de urticária disseminada.
- C)urticária crônica.
Certa, porque o quadro descreve pápulas/placas urticariformes muito pruriginosas, recorrentes e associadas a gatilhos externos.
- D)eczema numular.
Errada, porque eczema numular forma placas arredondadas e eczematosas, não vergões elevados que aparecem e somem como urticária.
- E)psoríase.
Errada, porque psoríase dá placas descamativas, bem delimitadas e crônicas, sem o padrão de coceira súbita e lesões fugazes.
Gabarito: C
A lesão descrita é típica de urticária: placas elevadas, avermelhadas, muito pruriginosas e que podem surgir e desaparecer rapidamente. Quando esse quadro acontece de forma repetida, especialmente por mais de 6 semanas, falamos em urticária crônica. Em crianças, a causa pode ser difícil de definir, mas alimentos, estímulos ambientais e outros gatilhos podem desencadear as crises. O ponto-chave da questão é reconhecer o aspecto da lesão. Urticária não é uma lesão fixa como eczema ou psoríase; ela costuma mudar de lugar, coçar bastante e ter aparência de vergões. É o tipo de quadro que faz a pele parecer que está protestando com muita energia. Por isso, o gabarito é a alternativa C. O enunciado destaca lesões em várias áreas do corpo, com coceira intensa, aspecto de urticária e recorrência após exposição a alimentos ou ambiente externo, o que aponta para um quadro urticariforme persistente, isto é, urticária crônica. Nas provas, vale lembrar a regra prática usada em dermatologia e alergologia: urticária aguda dura menos de 6 semanas, e crônica persiste por mais tempo. Não existe fundamento legal aqui, mas a distinção é uma referência doutrinária clássica da prática clínica e de diretrizes médicas.