A respeito da síndrome da morte súbita do lactente, analise as afirmativas a seguir. I. Ocorre com maior frequência nas 4 primeiras semanas de vida. II. O risco é maior no sexo masculino, em prematuros e com baixo peso ao nascimento. III. O risco é maior em filhos de mãe tabagista e usuárias de drogas. IV. Há uma associação entre Apparent Life-Threatening Event (ALTE) /BRUE e a síndrome da morte súbita. Está correto o que se afirma em
- A)I, II e III, apenas.
Errada, porque a afirmativa I está incorreta: a SMSL não ocorre com maior frequência nas 4 primeiras semanas de vida.
- B)II e III, apenas.
Certa, pois apenas as afirmativas II e III estão de acordo com os fatores de risco clássicos da SMSL.
- C)II, III e IV, apenas.
Errada, porque a afirmativa IV não é considerada associação clássica com SMSL, apesar de ALTE/BRUE ser tema relacionado a eventos respiratórios na infância.
- D)I, II e IV, apenas.
Errada, porque a afirmativa I está falsa, já que o pico da SMSL ocorre mais adiante, geralmente entre 2 e 4 meses.
- E)II e IV, apenas.
Errada, porque a afirmativa IV não se sustenta como fator associado clássico, embora II esteja correta.
Gabarito: B
A síndrome da morte súbita do lactente (SMSL) é a morte inesperada de um bebê aparentemente saudável, sem causa definida após investigação completa. O ponto clássico que mais cai é a idade: ela acontece com mais frequência entre 2 e 4 meses de vida, e não nas primeiras 4 semanas. Então, quando a banca tenta “puxar” o recém-nascido para a história, desconfie. Entre os fatores de risco, os mais lembrados são sexo masculino, prematuridade, baixo peso ao nascer, exposição ao tabagismo materno e uso de drogas na gestação. Esses fatores aparecem repetidamente em pediatria e neonatologia, porque aumentam a vulnerabilidade do lactente a alterações cardiorrespiratórias durante o sono. Já a relação com ALTE/BRUE é uma pegadinha. O ALTE era um termo mais antigo para eventos assustadores, e o BRUE é a nomenclatura atual para episódios breves e resolvidos de alteração de cor, respiração ou tônus. Isso não significa que exista associação direta com SMSL como fator de risco clássico, então essa afirmativa não entra como correta. Assim, o gabarito é B porque estão corretas apenas as afirmativas II e III: o risco é maior em meninos, prematuros e baixo peso, além de filhos de mães tabagistas e usuárias de drogas. A afirmativa I erra a faixa etária, e a IV mistura conceitos que não configuram associação clássica com a síndrome.