Sobre adenomiose, avalie as afirmativas a seguir. I. É caracterizada por invasão benigna do tecido endometrial no miométrio. II. Entre os fatores de risco estão índice de massa corporal elevado, multiparidade e histórico de cirurgias uterinas prévias. III. A histerectomia é uma opção em mulheres com prole completa, sintomáticas e sem melhora com tratamentos conservadores. Está correto o que se afirma em
- A)I, II e III.
A alternativa reúne as três afirmações: define a adenomiose como a presença de glândulas e estroma endometriais no miométrio, aponta fatores associados como IMC elevado, multiparidade e cirurgias uterinas prévias, e descreve a histerectomia como tratamento definitivo em mulheres com prole completa e sintomas refratários. Esse conjunto está de acordo com a definição clássica da doença e com a conduta aceita em ginecologia quando não há desejo reprodutivo e o tratamento conservador falha.
- B)I e II, apenas.
Aqui se admite que as afirmações I e II estariam corretas, mas se exclui a III. O problema é que a histerectomia realmente é uma opção definitiva para a adenomiose sintomática em mulher com prole completa e sem resposta aos tratamentos conservadores, então a assertiva III também procede. Ao retirar essa afirmativa, a alternativa deixa de abranger todo o conteúdo verdadeiro do enunciado.
- C)I e III, apenas.
Esta opção aceita a definição da adenomiose e a indicação de histerectomia, mas nega os fatores de risco listados na II. O erro está em desconsiderar que IMC elevado, multiparidade e antecedente de cirurgia uterina são associações epidemiológicas reconhecidas com a doença, usadas na prática como fatores predisponentes. Assim, a alternativa omite uma afirmativa também verdadeira.
- D)II e III, apenas.
A alternativa conserva apenas as afirmativas II e III, como se a definição da adenomiose estivesse ausente do conjunto correto. Isso está errado porque a base conceitual da doença é justamente a invasão benigna de tecido endometrial no miométrio, que é o conteúdo da afirmativa I. Sem essa definição, a alternativa abandona um elemento clássico e verdadeiro da doença.
- E)III, apenas.
Aqui se afirma que somente a III estaria correta. Contudo, a I traz a definição anatomopatológica clássica da adenomiose e a II reúne fatores associados à sua ocorrência, de modo que ambas também são verdadeiras. A opção, portanto, reduz indevidamente o alcance do enunciado e ignora duas proposições corretas.
Gabarito: A
Adenomiose é, em termos simples, a presença de glândulas e estroma endometriais dentro do miométrio, o que gera um útero geralmente aumentado e sintomas como menorragia, dismenorreia e dor pélvica. A ideia central da afirmativa I está correta: trata-se de uma invasão benigna do tecido endometrial no músculo uterino. Os fatores de risco clássicos incluem multiparidade, idade mais avançada reprodutiva e antecedente de cirurgias uterinas, como curetagem e cesárea. O IMC elevado também aparece associado em algumas referências, então a afirmativa II está de acordo com o que costuma ser cobrado em prova. Aqui a banca gosta de misturar fatores bem conhecidos com associações menos lembradas, então vale ficar atento. Quanto ao tratamento, ele depende da intensidade dos sintomas e do desejo reprodutivo. Em mulheres com prole completa e sintomas importantes refratários ao tratamento clínico, a histerectomia é uma opção definitiva e consagrada na prática ginecológica. Não existe um fundamento legal específico para isso, mas é conduta amplamente aceita na doutrina médica e na prática assistencial. Então, o gabarito A está correto porque as três afirmativas descrevem adequadamente a adenomiose, seus fatores de risco e uma alternativa terapêutica válida nos casos indicados. Se a prova tentar confundir você com endometriose, lembre-se: aqui o endométrio "invade" o miométrio, e isso já costuma cobrar o ponto.