A Doença de Wilson tem seus sinais e sintomas resultantes de um defeito no metabolismo do
- A)ferro.
Errada, porque ferro se relaciona mais com sobrecarga de ferro, como na hemocromatose, e não com a Doença de Wilson.
- B)zinco.
Errada, porque o zinco pode até ter uso terapêutico em alguns casos, mas não é o metal cujo metabolismo está defeituoso na doença.
- C)cobre.
Certa, porque a Doença de Wilson é causada por defeito no metabolismo e na excreção do cobre, levando ao seu acúmulo no organismo.
- D)chumbo.
Errada, porque chumbo causa intoxicação por metal pesado, mas não define a base fisiopatológica da Doença de Wilson.
- E)mercúrio.
Errada, porque mercúrio também está ligado a intoxicação, e não ao distúrbio metabólico típico da Doença de Wilson.
Gabarito: C
A Doença de Wilson é uma doença genética em que o corpo perde a capacidade de lidar com o cobre direito. Em vez de eliminar o excesso, ele vai acumulando cobre, principalmente no fígado, no cérebro e nos olhos, causando sinais hepáticos, neurológicos e psiquiátricos. É aquela situação em que o metal entra, mas não sai como deveria. O defeito está no metabolismo do cobre, mais especificamente em proteínas envolvidas no transporte e na excreção biliar desse metal. Por isso, o quadro clássico pode incluir hepatite, cirrose, tremor, alterações de comportamento e o anel de Kayser-Fleischer na córnea. O raciocínio da prova costuma ser direto: doença de Wilson, cobre. Então, o gabarito é a letra C porque a enfermidade decorre justamente de um distúrbio no metabolismo do cobre. Ferro lembra hemocromatose, zinco não é o centro dessa doença, e chumbo e mercúrio são toxinas, não a base da Doença de Wilson. Em prova, quando aparecer Wilson, pense em cobre sem hesitar.