Entre os fármacos listados a seguir, assinale aquele que seguramente é indicado para pacientes epilépticos e que não tem efeito epileptogênico.
- A)Bupropiona.
Errada: a bupropiona reduz o limiar convulsivo e é bem conhecida por aumentar o risco de crises epilépticas.
- B)Clobazam.
Certa: o clobazam é uma benzodiazepina com efeito anticonvulsivante, indicada em epilepsia e sem ação epileptogênica.
- C)Lítio.
Errada: o lítio pode causar neurotoxicidade e convulsões, especialmente em intoxicação ou níveis elevados.
- D)Levofloxacina.
Errada: levofloxacina, como outras quinolonas, pode precipitar convulsões em pacientes predispostos.
- E)Imipenem.
Errada: o imipenem pode provocar crises convulsivas, sobretudo em doses altas ou em pacientes com fatores de risco neurológicos.
Gabarito: B
Em provas de Neurologia, a banca gosta de misturar medicamentos usados para tratar outras doenças com fármacos que podem baixar o limiar convulsivo. A ideia central é simples: alguns remédios são pró-convulsivantes, isto é, podem facilitar crises, enquanto outros são usados justamente para controlar a epilepsia. O clobazam é uma benzodiazepina com ação anticonvulsivante, muito lembrada em síndromes epilépticas e como adjuvante em crises refratárias. Ele não tem efeito epileptogênico; ao contrário, atua reforçando o efeito inibitório do GABA no SNC, ajudando a reduzir a excitabilidade neuronal. Por isso, é a opção segura para o paciente epiléptico. Já bupropiona, lítio, levofloxacina e imipenem podem reduzir o limiar convulsivo e aparecem com frequência em questões como "vilões" da epilepsia. A lógica da prova é essa: se o enunciado pede um fármaco indicado para epilépticos e sem efeito epileptogênico, procure um anticonvulsivante clássico, não um medicamento de outra classe que tem crise convulsiva como efeito adverso. Em termos práticos, a banca quer que você reconheça que benzodiazepínicos podem ser usados no controle de crises. Entre eles, o clobazam é um nome muito cobrado, porque é menos lembrado que diazepam ou clonazepam, mas segue a mesma família terapêutica.