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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Pacientes comatosos, em decorrência de traumatismo cranioencefálico grave, podem apresentar episódios que duram de minutos a uma hora, manifestos por hipertensão arterial, taquicardia, diaforese e postura extensora vigorosa. Estas manifestações são indicativas de

Gabarito: E

Em pacientes com traumatismo cranioencefálico grave, alguns episódios de crise autonômica podem aparecer de forma intermitente, durando minutos até cerca de uma hora. Neles, o corpo entra em um modo de “alerta máximo”, com hipertensão arterial, taquicardia, sudorese e postura extensora vigorosa. Isso aponta para disfunção dos centros autonômicos, geralmente por lesão cerebral grave, e não para uma complicação estrutural específica como hematoma ou fratura. Esse quadro é compatível com comprometimento autonômico, também chamado de tempestade autonômica ou síndrome de disautonomia paroxística. A ideia central é simples: o cérebro lesionado perde parte do controle fino sobre o sistema nervoso autônomo, e o paciente passa a ter descargas exageradas de simpático, com sinais vitais disparando e posturas anormais. Na prática, o que chama atenção é o padrão repetitivo e episódico. Não é uma febre infecciosa, nem um sangramento localizado em si, mas uma resposta neurovegetativa provocada pela lesão encefálica grave. A associação com postura extensora reforça sofrimento cerebral importante, muitas vezes em pacientes já comatosos. Por isso, o gabarito é a letra E. A banca quer que você reconheça que o conjunto hipertensão + taquicardia + diaforese + extensão postural traduz comprometimento autonômico, e não um diagnóstico anatômico como hematoma epidural ou subdural.

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