Pacientes comatosos, em decorrência de traumatismo cranioencefálico grave, podem apresentar episódios que duram de minutos a uma hora, manifestos por hipertensão arterial, taquicardia, diaforese e postura extensora vigorosa. Estas manifestações são indicativas de
- A)quadro infeccioso.
Errada, porque quadro infeccioso costuma dar febre e sinais sistêmicos, mas não explica bem esses episódios paroxísticos com hipertensão, taquicardia e postura extensora.
- B)hematoma epidural.
Errada, porque hematoma epidural é uma lesão estrutural aguda, mas o enunciado descreve manifestações autonômicas episódicas, não um achado anatômico específico.
- C)hematoma subdural.
Errada, porque hematoma subdural também é uma lesão intracraniana, porém não é o padrão clássico desses surtos de disautonomia com sudorese e crise pressórica.
- D)fratura de base de crânio.
Errada, porque fratura de base de crânio pode ter sinais clínicos próprios, mas não costuma se manifestar com esse conjunto de descargas autonômicas paroxísticas.
- E)comprometimento autonômico.
Certa, pois o quadro descreve disfunção autonômica paroxística em paciente com lesão cerebral grave, com hipertensão, taquicardia, diaforese e postura extensora.
Gabarito: E
Em pacientes com traumatismo cranioencefálico grave, alguns episódios de crise autonômica podem aparecer de forma intermitente, durando minutos até cerca de uma hora. Neles, o corpo entra em um modo de “alerta máximo”, com hipertensão arterial, taquicardia, sudorese e postura extensora vigorosa. Isso aponta para disfunção dos centros autonômicos, geralmente por lesão cerebral grave, e não para uma complicação estrutural específica como hematoma ou fratura. Esse quadro é compatível com comprometimento autonômico, também chamado de tempestade autonômica ou síndrome de disautonomia paroxística. A ideia central é simples: o cérebro lesionado perde parte do controle fino sobre o sistema nervoso autônomo, e o paciente passa a ter descargas exageradas de simpático, com sinais vitais disparando e posturas anormais. Na prática, o que chama atenção é o padrão repetitivo e episódico. Não é uma febre infecciosa, nem um sangramento localizado em si, mas uma resposta neurovegetativa provocada pela lesão encefálica grave. A associação com postura extensora reforça sofrimento cerebral importante, muitas vezes em pacientes já comatosos. Por isso, o gabarito é a letra E. A banca quer que você reconheça que o conjunto hipertensão + taquicardia + diaforese + extensão postural traduz comprometimento autonômico, e não um diagnóstico anatômico como hematoma epidural ou subdural.