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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Paciente de 43 anos de idade, sexo feminino, branca, com queixa de dor progressiva na região lateral superior da mama direita, com aparecimento de cordão fino e duro longitudinal intracutâneo, retraindo parcialmente a pele. Ao exame físico, havia presença de cordão fibroso subcutâneo tracionando a pele, de sentido longitudinal radial, dicotomizado nas proximidades da aréola. A mamografia demonstrou segmento vascular mais calibroso, ectasiado, longitudinal, no quadrante superior externo e a ultrassonografia não evidenciou alterações. De acordo com esse quadro, a melhor conduta é

Gabarito: C

O quadro descrito é típico da doença de Mondor da mama, que na prática é uma tromboflebite superficial das veias da parede torácica ou da mama. Ela costuma aparecer como um cordão fino, duro e doloroso sob a pele, com retração local, chamando atenção justamente porque parece algo mais sério, mas geralmente é benigno e autolimitado. Na imagem e no exame, a mamografia pode mostrar um vaso superficial mais calibroso e ectasiado, enquanto a ultrassonografia muitas vezes não revela alterações importantes. Isso combina com o comprometimento de um vaso superficial, e não com abscesso, tumor ou lesão profunda da mama. A conduta, na maioria dos casos, é conservadora: calor local e anti-inflamatórios para alívio da dor e da inflamação. Em geral, a evolução é espontaneamente favorável, com regressão ao longo de semanas. Anticoagulação, antibiótico ou cirurgia não fazem parte do tratamento habitual quando o quadro é esse e não há outra suspeita associada. Então, o segredo da questão é reconhecer a doença de Mondor: cordão subcutâneo doloroso, pele retraída e imagem de veia superficial acometida. Em prova, isso costuma cair como uma armadilha elegante: parece mamária, mas o tratamento é simples e clínico.

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