Com relação ao Esôfago de Barrett, avalie as afirmativas a seguir. I. São fatores de risco para seu desenvolvimento: sexo masculino, raça amarela, tabagismo, obesidade e idade < 50 anos. II. Seu diagnóstico é histopatológico e se caracteriza pela presença de epitélio colunar, contendo células caliciformes. III. São critérios para rastreamento de esôfago de Barrett: raça branca, sexo masculino, idade > 50 anos, história familiar de adenocarcinoma esofágico e tabagismo. Está correto o que se afirma em
- A)I, II e III.
Esta alternativa reúne as três afirmativas como se todas estivessem corretas. O problema é que a I erra ao apontar 'raça amarela' e idade < 50 anos como fatores de risco, quando o perfil clássico inclui sexo masculino, raça branca, tabagismo, obesidade e idade mais avançada. A II descreve adequadamente a confirmação histológica com metaplasia intestinal e células caliciformes, e a III traz critérios usuais de rastreamento, mas o erro da I contamina o conjunto.
- B)II e III, apenas.
Aqui você fica com as afirmativas II e III, que são as corretas. O Barrett é confirmado por biópsia mostrando epitélio colunar com metaplasia intestinal e células caliciformes, e o rastreamento é direcionado a indivíduos de maior risco, como homens brancos, acima de 50 anos, tabagistas e com história familiar de adenocarcinoma esofágico. A I fica de fora porque inverte a idade de risco e inclui uma raça que não faz parte dos critérios clássicos.
- C)II, apenas.
Esta opção aceita apenas a II, isto é, a ideia de que o diagnóstico é histopatológico e exige epitélio colunar com células caliciformes. O problema é que a III também está correta, pois os fatores citados nela correspondem ao grupo de maior risco para rastreamento do esôfago de Barrett. Assim, a alternativa fica incompleta ao desprezar uma segunda assertiva verdadeira.
- D)I e III, apenas.
A proposta combina I e III, mas a I é o ponto defeituoso. Em esôfago de Barrett, não são fatores de risco 'raça amarela' nem idade inferior a 50 anos; o perfil associado ao aumento de risco inclui sexo masculino, raça branca, tabagismo, obesidade e idade acima de 50 anos. A III está bem construída, mas a presença da I impede que a alternativa seja aceita.
- E)I, apenas.
Aqui se afirma apenas a I, ou seja, que o desenvolvimento do Barrett se associa a sexo masculino, raça amarela, tabagismo, obesidade e idade < 50 anos. O erro é evidente em dois pontos centrais: a raça clássica de risco é a branca, não a amarela, e a idade de risco é superior a 50 anos, não inferior. Além disso, as afirmativas II e III trazem os elementos corretos sobre diagnóstico histológico e critérios de rastreamento.
Gabarito: B
O esôfago de Barrett é uma complicação do refluxo gastroesofágico crônico. Em vez do epitélio escamoso normal do esôfago distal, aparece metaplasia intestinal, isto é, epitélio colunar com células caliciformes. É esse achado histopatológico que confirma o diagnóstico, e não apenas a aparência endoscópica, que pode levantar a suspeita, mas não fecha a conta sozinha. Na prática, os principais fatores de risco são sexo masculino, raça branca, idade acima de 50 anos, obesidade, tabagismo, história de DRGE e antecedente familiar de adenocarcinoma de esôfago. Repare que a questão tentou trocar alguns dados clássicos por outros errados, como raça amarela e idade menor que 50 anos, que não são os perfis mais associados. Para rastreamento, a lógica é procurar pessoas com maior chance de ter Barrett e evoluir para adenocarcinoma. Por isso entram sexo masculino, raça branca, idade maior que 50 anos, tabagismo e história familiar de adenocarcinoma esofágico, especialmente quando há sintomas de refluxo de longa data. É uma ideia de prova bem típica da FGV: mistura verdade com detalhe trocado. Assim, a afirmativa II está correta porque descreve o diagnóstico histológico, e a III também está correta porque lista critérios clássicos de rastreamento. A I está errada porque erra os fatores de risco ao citar raça amarela e idade inferior a 50 anos. Logo, o gabarito é a alternativa B.