Gestante com 22 semanas realiza ultrassonografia morfológica de 2º trimestre, sendo encontrado feto com os dois rins aumentados de tamanho, hiperecoicos, com perda da diferenciação corticomedular, não sendo visualizados cistos renais. Sem outras alterações aparentes no restante da morfologia. Diante desses achados, assinale a opção que indica o diagnóstico mais provável.
- A)Doença renal policística autossômica recessiva.
Correta: é o padrão típico de doença renal policística autossômica recessiva, com rins fetais aumentados, hiperecogênicos e sem diferenciação corticomedular.
- B)Doença renal policística autossômica dominante.
Errada: a forma autossômica dominante costuma ter apresentação mais tardia e não é a hipótese clássica para esse achado fetal precoce.
- C)Displasia renal multicística.
Errada: a displasia renal multicística costuma mostrar múltiplos cistos de tamanhos variados, e não apenas rins difusamente hiperecogênicos sem cistos visíveis.
- D)Tumor de Wilms.
Errada: tumor de Wilms é neoplasia pediátrica e não explica esse padrão bilateral fetal de aumento e hiperecogenicidade renal.
- E)Refluxo vesico-ureteral.
Errada: refluxo vesico-ureteral pode levar a alterações renais, mas não produz esse quadro ultrassonográfico fetal típico e bilateral.
Gabarito: A
Na ultrassonografia morfológica do 2º trimestre, rins aumentados, bem hiperecogênicos e com perda da diferenciação corticomedular fazem pensar primeiro em doença renal policística autossômica recessiva. Esse é o clássico quadro de rins grandes e brilhantes no feto, muitas vezes sem cistos grandes visíveis, porque as alterações são difusas e microscópicas, não aquele cisto enorme chamando atenção na tela. A lógica aqui é lembrar que a forma recessiva costuma se manifestar já na vida fetal ou neonatal, enquanto a forma dominante tende a aparecer mais tarde, com rins aumentados, mas geralmente sem esse padrão tão precoce e tão típico no feto. A ausência de outras malformações também ajuda, porque o problema principal está concentrado no rim. Em linguagem de prova: rim fetal grande + hiperecogenicidade + perda da corticomedular = pense em doença renal policística autossômica recessiva, frequentemente associada a oligodrâmnio e pior prognóstico, embora isso não tenha sido descrito no enunciado. Não há fundamento legal aqui, porque o tema é médico-imagético e não jurídico. Então, o gabarito A está correto porque descreve exatamente o padrão ultrassonográfico esperado da doença renal policística autossômica recessiva, a principal hipótese diante desses achados no 2º trimestre.