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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Mulher de 56 anos, refere dor pélvica há 1 ano. Ao exame ginecológico, observou-se útero de tamanho normal e massa anexial direita palpável com cerca de vinte centímetros de diâmetro. Dosagem do CA 125 = 20UI/mL. A ultrassonografia revelou cisto complexo de paredes finas, multiloculares, medindo 25cm, com conteúdo ecogênico e projeções papilares. O diagnóstico provável é

Gabarito: B

Uma massa anexial em mulher de 56 anos, com cisto grande, complexo e multiloculado, já acende a luz amarela para neoplasia ovariana. Em ginecologia, a ultrassonografia ajuda muito: quando há septações, conteúdo ecogênico e projeções papilares, o pensamento vai para tumor epitelial, principalmente maligno ou com potencial de malignidade. Aqui, o detalhe mais forte é a combinação de cisto multilocular volumoso com papilas, que é bem compatível com tumor mucinoso. O CA 125 normal não afasta câncer de ovário. Esse marcador pode estar elevado em vários tumores epiteliais, mas também pode ser normal em lesões mucinosas, especialmente as de grande volume. Então, o valor de 20 UI/mL não “salva” o caso nem muda a suspeita principal. O adenocarcinoma mucinoso costuma formar massas muito grandes, multiloculares, com conteúdo variável e septações finas. É o perfil clássico de tumor epitelial mucinoso no ovário. Já o achado de projeções papilares reforça a suspeita de neoplasia epitelial complexa, em vez de um cisto simples ou de um tumor benigno típico. Portanto, o gabarito B está correto porque a imagem e o contexto clínico apontam para tumor epitelial mucinoso maligno. Em provas, a banca adora essa combinação: massa enorme + multiloculada + papilas + CA 125 que não assusta muito. Resumo prático: tamanho e aspecto ultrassonográfico mandam mais do que o marcador isolado.

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