Você está cuidando de uma criança com suspeita de TCE. A melhor abordagem inicial para avaliar a gravidade do TCE em uma criança é
- A)realizar imediatamente uma tomografia computadorizada (TC) de crânio.
Errada, porque a tomografia não é o primeiro passo para avaliar gravidade em toda criança com suspeita de TCE; ela é indicada conforme a avaliação clínica.
- B)avaliar a pupila para verificar a reatividade à luz.
Errada, porque a reatividade pupilar é apenas um componente do exame neurológico, e não a melhor abordagem inicial isolada.
- C)verificar a presença de fraturas faciais externas.
Errada, porque fraturas faciais externas podem coexistir com TCE, mas não avaliam sozinhas a gravidade neurológica do trauma.
- D)realizar um exame neurológico completo.
Certa, porque o exame neurológico completo é a base inicial para estratificar gravidade e orientar a conduta na suspeita de TCE.
- E)medir a pressão intracraniana (PIC) no leito do paciente.
Errada, porque a pressão intracraniana não é medida de rotina no leito para avaliação inicial; é um recurso de casos selecionados e mais graves.
Gabarito: D
Na suspeita de traumatismo cranioencefálico (TCE) em criança, o primeiro passo é sempre clínico: você precisa avaliar rapidamente o estado neurológico antes de pensar em exames mais complexos. Isso inclui nível de consciência, comportamento, resposta motora, fala, sinais focais e outros achados do exame neurológico. Em pediatria, a avaliação inicial é ainda mais importante porque a criança pode não verbalizar bem o que sente, então o exame dirigido vale ouro. Por isso, o gabarito é a letra D. Um exame neurológico completo permite estimar gravidade, identificar sinais de alarme e orientar a necessidade de conduta imediata, como observação, imagem ou suporte avançado. Na prática, a gravidade do TCE não se define pela pressa de pedir TC, mas pela avaliação inicial bem feita, seguindo a lógica do atendimento ao trauma e do ABCDE do ATLS. A tomografia pode ser necessária, claro, mas não é a melhor abordagem inicial para avaliar gravidade em todos os casos, porque expõe a criança à radiação e depende de critérios clínicos. Da mesma forma, pupilas, fraturas faciais e PIC são dados úteis em contextos específicos, mas nenhum deles substitui o exame neurológico completo na triagem inicial. Em prova, a banca gosta dessa ideia simples: primeiro você examina, depois você decide o próximo passo.