A Síndrome de Wallenberg pode estar relacionada ao infarto referente ao território da artéria
- A)basilar.
Errada, porque a artéria basilar se relaciona mais com síndromes da ponte e não com a síndrome bulbar lateral típica de Wallenberg.
- B)cerebelar inferoposterior.
Certa, porque a síndrome de Wallenberg decorre classicamente de infarto no território da artéria cerebelar inferoposterior, ou PICA.
- C)comunicante posterior.
Errada, porque a artéria comunicante posterior não é o vaso típico envolvido na síndrome de Wallenberg.
- D)cerebral média.
Errada, porque a artéria cerebral média irriga territórios corticais e não a medula lateral do tronco encefálico.
- E)cerebelar superior.
Errada, porque a artéria cerebelar superior se relaciona a outras regiões do cerebelo e não ao quadro clássico de Wallenberg.
Gabarito: B
A Síndrome de Wallenberg, também chamada de síndrome bulbar lateral, acontece quando há infarto na região lateral da medula oblonga. O vaso mais associado a esse quadro é a artéria cerebelar póstero-inferior, conhecida pela sigla PICA, ou a própria vertebral, que costuma alimentar essa área. Na prática de prova, quando aparecer Wallenberg, pense logo em circulação posterior e território da PICA. Os sinais clássicos incluem vertigem, nistagmo, disfagia, rouquidão, ataxia, hipoestesia facial ipsilateral e perda de dor e temperatura no corpo do lado oposto. É aquele quadro em que os sintomas parecem misturados, porque o tronco encefálico é compacto e um pequeno infarto faz bastante bagunça neurológica. Por isso o gabarito é a letra B. O território da artéria cerebelar inferoposterior é o mais relacionado à síndrome de Wallenberg, e isso é um clássico de neurologia vascular cobrado em concursos. Não há aqui fundamento legal ou jurisprudencial, porque o tema é estritamente médico.