Na infertilidade masculina, a Síndrome do Eunuco Fértil caracteriza-se pela seguinte alteração hormonal:
- A)FSH baixo.
Errada: o FSH baixo não é o achado mais típico da síndrome, porque o quadro clássico é de deficiência seletiva de LH.
- B)FSH alto.
Errada: em geral, o FSH não é o principal hormônio reduzido nessa síndrome; a alteração marcante é no LH.
- C)Prolactina elevada.
Errada: prolactina elevada pode causar hipogonadismo, mas não define a Síndrome do Eunuco Fértil.
- D)GnRH alto.
Errada: o GnRH alto não é a característica hormonal esperada; o problema central é a baixa estimulação de LH.
- E)LH baixo.
Certa: a síndrome é classicamente relacionada à deficiência isolada de LH, levando a testosterona baixa.
Gabarito: E
A chamada Síndrome do Eunuco Fértil é um quadro clássico de deficiência isolada de LH. O nome chama atenção porque parece contraditório: o homem tem aspecto e sinais de hipogonadismo, mas pode manter espermatogênese relativamente preservada, já que o FSH costuma estar normal ou pouco alterado e as células de Sertoli continuam recebendo estímulo suficiente. O ponto central aqui é lembrar que o LH estimula as células de Leydig a produzirem testosterona. Se o LH cai, a testosterona cai junto, e surgem sinais de virilização insuficiente. É por isso que o problema hormonal mais característico é o LH baixo, e não uma elevação de prolactina ou um aumento de GnRH. Na prática de prova, a banca gosta de misturar os eixos: FSH, LH, GnRH, prolactina e testosterona. Mas, nessa síndrome específica, o defeito mais lembrado é a baixa secreção de LH, com FSH preservado em comparação. Em outras palavras: espermatogênese não some totalmente, mas a testosterona fica em falta. E o organismo sente bastante essa ausência. Portanto, o gabarito é a letra E, porque a Síndrome do Eunuco Fértil é associada a LH baixo, por deficiência seletiva dessa gonadotrofina.