A leucemia linfoide crônica é a leucemia mais comum no mundo ocidental com risco aumentado dos familiares diretos em desenvolvê-la. Assinale a opção que indica o exame laboratorial principal para diagnóstico da leucemia linfóide crônica.
- A)Hemograma completo.
Errada: o hemograma pode levantar suspeita ao mostrar linfocitose, mas não confirma LLC sozinho.
- B)Imunofenotipagem de medula óssea.
Errada: a imunofenotipagem é importante, mas em geral o sangue periférico é o material principal, não a medula óssea.
- C)Imunofenotipagem de sangue periférico.
Certa: a imunofenotipagem do sangue periférico confirma o clone linfocitário e é o exame principal para o diagnóstico da LLC.
- D)Cariótipo de medula óssea.
Errada: o cariótipo pode ter valor prognóstico e complementar, mas não é o exame principal diagnóstico.
- E)Mielograma.
Errada: o mielograma pode mostrar infiltração medular, porém não é o método principal para diagnosticar LLC.
Gabarito: C
A leucemia linfoide crônica (LLC) é uma neoplasia de linfócitos B maduros, típica de adultos mais velhos, e muitas vezes aparece de forma silenciosa, quase como uma “surpresa” em um hemograma de rotina. O ponto central do diagnóstico não é apenas ver linfócitos altos, mas confirmar a clonagem e o tipo celular envolvido. Por isso, o exame principal é a imunofenotipagem do sangue periférico. Ela identifica um clone de linfócitos B com padrão imunológico característico, permitindo diferenciar a LLC de outras causas de linfocitose e de outras leucemias/linfomas que podem parecer semelhantes no microscópio. Na prática, o sangue periférico já costuma trazer material suficiente para esse estudo, sem necessidade de partir logo para medula óssea. O mielograma e o cariótipo podem ajudar em situações específicas, mas não são o exame principal para fechar o diagnóstico. Então, o gabarito é a letra C porque a LLC é confirmada por imunofenotipagem de sangue periférico, que demonstra o fenótipo típico da doença. Em linguagem de prova: hemograma sugere, microscopia ajuda, mas quem “carimba” o diagnóstico é a imunofenotipagem do sangue periférico.