Assinale a opção que indica, entre as listadas a seguir, a medicação que é liberada, sem restrições, para o uso em pacientes com miastenia gravis.
- A)Magnésio intravenoso.
Errada, porque o magnésio intravenoso pode piorar a transmissão neuromuscular e precipitar fraqueza importante na miastenia gravis.
- B)Toxina botulinica.
Errada, porque a toxina botulínica interfere na liberação de acetilcolina e pode agravar os sintomas miastênicos.
- C)D-penicilamina.
Errada, porque a D-penicilamina é um fármaco classicamente associado à piora ou indução de quadro miastênico.
- D)Sulfametoxazol associado a trimetoprima.
Certa, porque sulfametoxazol com trimetoprima não é considerado medicamento proibido ou restrito especificamente por miastenia gravis.
- E)Nivolumab.
Errada, porque o nivolumab, um inibidor de checkpoint imunológico, pode desencadear ou agravar doenças autoimunes, inclusive miastenia.
Gabarito: D
Na miastenia gravis, o ponto-chave é lembrar que certos medicamentos podem piorar a transmissão neuromuscular e, por isso, são evitados com bastante cuidado. Os campeões de problema são os que interferem na junção neuromuscular, como magnésio, toxina botulínica, penicilamina e alguns imunoterápicos, porque eles podem aumentar a fraqueza e até precipitar crise miastênica. Já o sulfametoxazol associado à trimetoprima não faz parte da lista clássica de fármacos que agravam a miastenia gravis. Em outras palavras, entre as opções dadas, ele é o antibiótico liberado sem aquela fama de vilão da junção neuromuscular. Em provas, a banca costuma cobrar exatamente essa diferenciação entre medicamentos realmente perigosos e antibióticos comuns que não têm esse efeito relevante. Então, o gabarito D está correto porque SMX-TMP não é considerado um medicamento contraindicando de rotina em pacientes com miastenia gravis. Claro, como em qualquer paciente, sempre vale avaliar alergias, função renal e interações, mas não há restrição específica por miastenia como ocorre com as demais alternativas.