Paciente submetido à tomografia computadorizada com contraste é identificado um cisto renal em polo inferior do rim direito de 3cm, classificado como Bosniak IIF. A conduta indicada para o caso descrito é:
- A)nefrectomia parcial.
Errada: nefrectomia parcial é reservada para lesões com maior suspeita de malignidade, não para um cisto Bosniak IIF estável.
- B)reavaliação por imagem semestral.
Certa: o Bosniak IIF deve ser acompanhado com imagem periódica, tipicamente semestral no início, para vigiar estabilidade ou progressão.
- C)fazer ressonância magnética imediata.
Errada: ressonância imediata não é a conduta padrão obrigatória; o caso pede seguimento, não uma escalada automática de exame.
- D)nefrectomia total.
Errada: nefrectomia total seria exagero para um cisto com baixa suspeita, aumentando risco sem indicação.
- E)reavaliação anual com ultrassom.
Errada: ultrassom anual isolado pode ser insuficiente para a vigilância inicial de um Bosniak IIF, que exige acompanhamento mais próximo.
Gabarito: B
O sistema de Bosniak serve para classificar cistos renais pelos achados na imagem e, com isso, estimar o risco de malignidade. Os cistos Bosniak I e II costumam ser benignos e só observados. Já o Bosniak IIF entra na zona do "vamos acompanhar de perto", porque tem aspecto provavelmente benigno, mas com detalhes que pedem vigilância. No Bosniak IIF, a conduta não é sair operando nem pedir exame sofisticado imediatamente só por ansiedade diagnóstica. O raciocínio é seguimento por imagem, geralmente com reavaliação semestral no início, para ver se há estabilidade ou progressão morfológica. Se o cisto mudar de aspecto, aí sim a investigação ganha outro rumo. Por isso, a alternativa B está correta: reavaliação por imagem semestral. Esse é o manejo esperado para uma lesão Bosniak IIF, já que o objetivo é monitorar possíveis sinais de malignidade sem supertratar um achado que, na maioria das vezes, continua estável. Na prática, a imagem pode variar conforme o serviço e o contexto clínico, mas o princípio cai sempre na mesma ideia: Bosniak IIF pede acompanhamento periódico, e não cirurgia de saída.