A dengue é uma doença endêmica podendo evoluir de casos leves a graves. Acerca dessa doença, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa. ( ) Na USG abdominal, a presença de ascite e o aumento da espessura da parede da vesícula biliar demonstra extravasamento plasmático. ( ) Os pacientes com choque podem apresentar disfunção cardíaca biventricular de caráter transitório. ( ) O derrame pleural deve ser drenado na grande maioria das vezes. As afirmativas são,na ordem apresentada, respectivamente,
- A)F – V – F.
Errada, porque a primeira afirmativa é verdadeira e a segunda também, então não pode começar com F.
- B)F – V – V.
Errada, porque a primeira afirmativa é verdadeira, então a sequência não começa com F.
- C)V – F – F.
Errada, porque a primeira afirmativa é verdadeira e a segunda também, logo a sequência não é V - F - F.
- D)V – V – F.
Certa, pois ascite e espessamento da vesícula sugerem extravasamento plasmático, o choque pode cursar com disfunção cardíaca transitória e o derrame pleural geralmente não é drenado.
- E)F – F – V.
Errada, porque a segunda afirmativa é verdadeira e a terceira é falsa, então a sequência não pode ser F - F - V.
Gabarito: D
Na dengue, o grande problema dos casos graves não é só a febre: é o extravasamento plasmático, que acontece quando o líquido sai dos vasos e vai para tecidos e cavidades. Por isso, na ultrassonografia abdominal, achados como ascite e espessamento da parede da vesícula biliar são pistas clássicas desse vazamento. Não é “enfeite de exame”, é sinal de alarme mesmo. Outro ponto importante é que o choque da dengue pode vir acompanhado de disfunção miocárdica transitória. Em outras palavras: o coração pode ficar temporariamente “preguiçoso”, inclusive com comprometimento biventricular, e depois recuperar. Isso ajuda a explicar por que alguns pacientes pioram apesar de reposição volêmica aparentemente correta. Já o derrame pleural na dengue, na maioria das vezes, não deve ser drenado. Em geral, ele faz parte do extravasamento plasmático e o tratamento é suporte clínico com monitorização e manejo hemodinâmico cuidadoso; drenar só entra em cena em situações bem específicas, como repercussão respiratória importante ou dúvida diagnóstica. Assim, a sequência fica V - V - F, que corresponde ao gabarito D. É o tipo de questão que a banca gosta: mistura fisiopatologia com conduta e espera que você reconheça que nem todo líquido acumulado precisa virar procedimento.