Paciente tem um tumor vegetante de bexiga sobre o meato ureteral direito. Para esse caso, assinale a opção que indica o procedimento correto.
- A)Nunca ressecar sobre o meato ureteral.
Errada, porque o meato ureteral pode ser ressecado quando necessário, com técnica adequada e cuidado para não causar lesão térmica excessiva.
- B)Implantar duplo J antes de iniciar a ressecção do tumor.
Errada, pois o duplo J antes da ressecção não é conduta obrigatória de rotina nesse cenário.
- C)Implantar duplo J após a realização da ressecção do tumor.
Errada, porque o stent pós-ressecção também não é a resposta padrão da questão e não substitui a escolha correta da energia usada.
- D)Ressecar a lesão apenas com corrente de coagulação.
Errada, já que a corrente de coagulação aumenta o risco de dano térmico ao óstio ureteral e de estenose posterior.
- E)Ressecar a lesão apenas com corrente de corte.
Certa, porque a ressecção com corrente de corte reduz a agressão térmica ao meato ureteral, preservando melhor o óstio.
Gabarito: E
Quando o tumor vesical está sobre o meato ureteral, o cuidado principal na ressecção é evitar lesão térmica do óstio. Na ressecção transuretral, a corrente de coagulação pode “queimar além da conta” e aumentar o risco de edema, estenose do ureter distal e até obstrução urinária. Por isso, a conduta preferida é ressecar a lesão com corrente de corte, que remove o tecido com menor agressão térmica lateral. Na prática, isso faz sentido porque o objetivo é tratar o tumor sem transformar o meato ureteral em uma cicatriz estreitada. O ureter não gosta de calor excessivo, e o cirurgião também não deve “caprichar na fritura” ali. Então, em lesão sobre o meato, evita-se a coagulação isolada e trabalha-se com corte para minimizar dano térmico. A ideia de colocar duplo J antes da ressecção não é regra. Pode haver situações selecionadas em que o stent seja útil, mas não é a conduta padrão descrita como correta para essa pergunta. O ponto cobrado pela banca é o princípio técnico da TURB nessa topografia: preservar o óstio ureteral reduzindo a agressão por calor. Resumo de prova: tumor no meato ureteral pede cuidado com o modo de energia usado. Se você lembrar que coagulação piora o risco de lesão térmica e que o corte é mais “gentil” para o óstio, mata a questão com tranquilidade.