Um bebê de 6 meses apresenta urticária, diarreia e sangue nas fezes após a introdução de fórmula infantil à base de leite de vaca. Suspeita-se de APLV. Nesse caso, a recomendação inicial para o manejo é
- A)suspender completamente o leite de vaca da dieta do bebê.
Correta, porque a primeira medida na suspeita de APLV é excluir completamente a proteína do leite de vaca da dieta do bebê.
- B)adicionar probióticos à dieta do bebê.
Errada, pois probióticos não tratam a causa do quadro nem substituem a retirada do alérgeno.
- C)iniciar terapia com corticosteroides tópicos.
Errada, porque corticosteroides tópicos não têm papel no manejo da APLV com sintomas gastrointestinais e cutâneos sistêmicos.
- D)realizar teste de provocação oral com leite de vaca.
Errada, já que o teste de provocação oral não é a conduta inicial em um bebê com reação compatível com alergia ao leite.
- E)prescrever um suplemento de cálcio.
Errada, porque suplemento de cálcio pode até ser necessário em alguns contextos, mas não é a medida inicial para controlar a APLV.
Gabarito: A
A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é uma das causas mais comuns de sintomas gastrointestinais e cutâneos em lactentes, especialmente após a introdução de fórmula à base de leite de vaca. Quando o bebê apresenta urticária, diarreia e sangue nas fezes logo após essa exposição, a conduta inicial é tirar completamente a proteína do leite de vaca da dieta. Em prova, isso aparece como uma regra de ouro: se o alimento é o gatilho, ele sai da cena, pelo menos por enquanto. O raciocínio é simples: enquanto a proteína alergênica continuar entrando, a inflamação continua sendo alimentada. Por isso, o manejo inicial inclui suspensão do leite de vaca e substituição por fórmula extensamente hidrolisada ou de aminoácidos, conforme a gravidade e a orientação pediátrica. Se o bebê estiver em aleitamento materno, pode ser necessária também a retirada de leite e derivados da dieta materna em casos selecionados. Não se faz teste de provocação oral na fase aguda e sintomática, porque isso pode reacender a reação alérgica. Probióticos, corticosteroides tópicos e suplemento de cálcio não resolvem o problema central do caso. O cálculo essencial aqui é: suspeita clínica forte de APLV + sintomas após fórmula com leite de vaca = exclusão imediata da proteína desencadeante. Esse manejo está alinhado com as recomendações pediátricas e consensos de alergia alimentar: a base do tratamento é eliminação do alérgeno e, depois, acompanhamento para confirmar diagnóstico e avaliar tolerância futura. Em prova, a banca costuma cobrar mais a atitude inicial do que os detalhes finos do diagnóstico.