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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

O vírus SARS-CoV-2, o novo coronavírus, causador da COVID-19, afetou milhões de pessoas em todo mundo, deixando evidente o papel crucial do diagnóstico laboratorial na contenção da transmissão e no prognóstico da doença. A esse respeito, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: B

Na COVID-19, alguns exames laboratoriais ajudam a estimar inflamação e risco de piora clínica, mesmo sem fechar diagnóstico sozinhos. Entre eles, destacam-se PCR, relação neutrófilo/linfócito, LDH, dímero-D, ferritina e plaquetas, porque costumam acompanhar a resposta inflamatória sistêmica e a gravidade do quadro. A relação neutrófilo/linfócito (NLR) sobe quando há neutrofilia e/ou linfopenia, um padrão associado a inflamação mais intensa e pior evolução em muitos pacientes com COVID-19. Em outras palavras: quando o sistema imune entra em modo de alerta exagerado, a conta neutrófilo dividido por linfócito costuma aumentar e isso não é um bom sinal. A alternativa B está correta por esse motivo. Um NLR elevado se relaciona com maior gravidade, maior chance de UTI, ventilação mecânica e pior prognóstico em diversos estudos observacionais sobre COVID-19. Não é um marcador específico do vírus, mas é útil como indicador de risco clínico. Já outros marcadores também podem se alterar na doença, mas com interpretação diferente: PCR e LDH tendem a subir com inflamação e lesão tecidual, o dímero-D se associa a trombose e gravidade, e plaquetopenia costuma indicar pior evolução. Ou seja, a banca quer que você reconheça o padrão: em COVID-19 grave, vários exames “apontam para cima” ou caem no sentido do mau prognóstico, não da melhora.

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