Durante o coito, um homem ouve um estalo e observa detumescência do pênis e formação de hematoma peniano. As localizações da albugínea peniana, mais frequentemente comprometidas nesta situação, são
- A)glande e uretra peniana.
Errada, porque glande e uretra peniana não são os locais mais frequentes de ruptura da albugínea na fratura peniana.
- B)dorso e laterais do pênis.
Errada, porque o dorso e as laterais não correspondem ao padrão clássico de acometimento da túnica albugínea.
- C)dorso do pênis e uretra peniana.
Errada, porque inclui a uretra peniana e o dorso, mas a lesão mais típica da albugínea ocorre em outra topografia.
- D)dorsal e ventral do pênis.
Errada, porque o acometimento dorsal não é o padrão mais frequente na fratura peniana.
- E)ventral e laterais do pênis.
Certa, porque a ruptura da túnica albugínea na fratura peniana ocorre mais frequentemente na região ventrolateral do pênis.
Gabarito: E
O quadro descrito é típico de fratura de pênis: durante o coito, o paciente ouve um "estalo", sente dor súbita, perde a ereção e forma um hematoma peniano rápido. Isso acontece por ruptura da túnica albugínea do corpo cavernoso, que fica mais fina durante a ereção e, por isso, pode ceder com a flexão brusca do pênis. Na prática, é uma emergência urológica, e o diagnóstico costuma ser clínico; quando necessário, a imagem pode ajudar, mas não deve atrasar a conduta. O tratamento habitual é cirúrgico, com correção precoce da lesão e menor chance de complicações como curvatura peniana e disfunção erétil. A localização mais frequentemente acometida é a região ventrolateral do pênis, porque é onde a túnica albugínea sofre mais tensão e proteção é menor na ereção. Por isso, a alternativa que reúne ventral e laterais do pênis é a correta. Em prova, sempre desconfie de opções que misturam uretra com a lesão principal: a uretra pode ser atingida, mas não é a área mais típica de ruptura da albugínea. Em termos doutrinários e de prática urológica, a fratura peniana é uma lesão traumática da albugínea do corpo cavernoso, geralmente por mecanismo de "dobramento" durante a relação sexual. A ideia-chave aqui é simples: estalo + detumescência + hematoma = pense em ruptura da túnica albugínea, com predileção ventrolateral.