Sabe-se que a Síndrome de Cushing pode ser uma manifestação em uma considerável parcela dos pacientes que procuram o endocrinologista. Quando esses pacientes entram em consultório, muitas vezes os sinais da doença são visíveis. Nesses casos, a manifestação geral mais prevalente
- A)são estrias.
Errada, porque estrias são um achado bem típico de Cushing, mas não a manifestação geral mais prevalente.
- B)é obesidade ou ganho de peso.
Certa, pois obesidade ou ganho de peso é a manifestação mais comum da síndrome de Cushing.
- C)é fraqueza.
Errada, fraqueza muscular proximal é frequente, mas vem depois do ganho de peso em prevalência geral.
- D)são fácies de lua cheia.
Errada, fácies de lua cheia é clássica e muito lembrada, porém não supera o ganho ponderal em frequência.
- E)é giba de búfalo.
Errada, a giba de búfalo é um sinal sugestivo, mas não é a manifestação mais prevalente.
Gabarito: B
A síndrome de Cushing costuma dar um visual bem característico, mas nem sempre o sinal mais chamativo é o mais frequente. Entre os achados clínicos, o mais comum é o ganho de peso, geralmente com predomínio central, além de obesidade troncular. Por isso, quando o enunciado pergunta pela manifestação geral mais prevalente, pense primeiro em mudança ponderal, e não em um detalhe físico específico. A lógica é simples: o excesso de cortisol favorece depósito de gordura em tronco e face, com aumento progressivo do peso corporal. Depois disso, aparecem outros sinais clássicos, como fácies em lua cheia, giba de búfalo, fraqueza muscular proximal e estrias violáceas. Esses achados ajudam muito no diagnóstico, mas não são os mais frequentes quando se compara com o ganho de peso. Então, o gabarito B está correto porque a manifestação geral mais prevalente na síndrome de Cushing é obesidade ou ganho de peso. Em prova, a banca costuma explorar justamente essa diferença entre o sintoma mais comum e o sinal mais “bonito” do caso clínico. Aqui, o visual pode enganar, mas a epidemiologia dos sintomas manda no jogo.