A nomenclatura para Pseudo-hermafroditismo masculino, de acordo com o Consenso Mundial de 2005, é
- A)DDV 46 XY.
Errada: DDV não é a nomenclatura usada no consenso de 2005, e 46,XY seria o cariótipo associado ao quadro masculino, mas com termo incorreto.
- B)DDV 46 XX.
Errada: 46,XX não corresponde ao pseudo-hermafroditismo masculino, que envolve cariótipo 46,XY.
- C)DDS 46 XY.
Certa: o antigo pseudo-hermafroditismo masculino passou a ser classificado como DDS 46,XY no consenso mundial de 2005.
- D)DDS 46 XX.
Errada: 46,XX não é o padrão do quadro masculino e, além disso, o termo DDS não se aplica aqui com esse cariótipo.
- E)DDP 46 XY.
Errada: DDP não é a nomenclatura adotada no consenso, embora 46,XY seja o cariótipo ligado ao quadro.
Gabarito: C
O Consenso de Chicago de 2005 mudou a forma de nomear o que antes era chamado de pseudo-hermafroditismo. A ideia foi trocar termos antigos, confusos e até estigmatizantes por uma nomenclatura mais técnica: Distúrbios/Diferenças do Desenvolvimento Sexual, ou DDS. Assim, em vez de falar em pseudo-hermafroditismo masculino, passa-se a classificar o quadro conforme o cariótipo e o fenótipo. No caso do antigo pseudo-hermafroditismo masculino, o indivíduo tem cariótipo 46,XY, mas a diferenciação sexual não ocorre de modo habitual, gerando um DDS 46,XY. É exatamente isso que a questão cobra. Em outras palavras: o cromossomo Y está lá, mas o desenvolvimento sexual masculino não se completa como esperado. Portanto, a alternativa C está correta porque traduz a nomenclatura atual para o antigo pseudo-hermafroditismo masculino: DDS 46,XY. As demais opções misturam sexo cromossômico com nomenclaturas que não correspondem ao conceito clássico nem ao consenso de 2005. Em provas, vale guardar o raciocínio: a nomenclatura antiga foi substituída por DDS, e o número ao lado indica o cariótipo. Isso costuma aparecer em endocrinologia pediátrica e genética clínica, sempre com a banca testando se você reconhece a nova classificação sem cair no nome antigo.