Na avaliação da Lesão axonal difusa, quando são observadas lesões focais no tronco cerebral, esta é classificada (segundo Adams) como
- A)Grau 0.
Errada: grau 0 nao e a classificacao de Adams para lesao axonal difusa com lesoes focais visiveis.
- B)Grau I.
Errada: grau I corresponde apenas a lesoes na substancia branca hemisferica, sem acometer o tronco cerebral.
- C)Grau II.
Errada: grau II envolve o corpo caloso, mas ainda nao as lesoes focais no tronco encefalico.
- D)Grau III.
Certa: lesoes focais no tronco cerebral caracterizam lesao axonal difusa grau III segundo Adams.
- E)Grau IV.
Errada: grau IV nao faz parte da classificacao classica de Adams para lesao axonal difusa.
Gabarito: D
A lesao axonal difusa e uma das grandes vilas de trauma cranioencefalico, porque muitas vezes a tomografia inicial nao mostra o estrago completo. O paciente pode chegar com rebaixamento importante de consciencia, e a lesao real aparece melhor na RM, quando se veem pequenos focos de hemorragia em regioes de maior impacto do cisalhamento axonal. Pela classificacao de Adams, o grau da lesao depende de onde estao os focos. No grau I, ha acometimento difuso da substancia branca hemisferica. No grau II, a lesao alcança o corpo caloso. Quando aparecem lesoes focais no tronco cerebral, a classificacao sobe para grau III, porque o tronco indica lesao mais profunda e grave. E por isso que o gabarito D esta correto: lesoes focais no tronco cerebral correspondem ao grau III segundo Adams. Em prova, a banca costuma cobrar exatamente essa progressao anatomica, quase como uma escadinha: hemisferios, corpo caloso, tronco encefalico. Se quiser um macete mental, pense assim: quanto mais central e nobre a estrutura atingida, maior o grau. O tronco cerebral funciona como o alarme geral do sistema nervoso, entao quando ele entra na historia, a lesao ja deixou de ser leve faz tempo.