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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Paciente gênero masculino, 23 anos, compareceu à emergência com relato de agressão. Ao exame clínico, observa-se mordida aberta anterior, mal oclusão, mobilidade de maxila em 3 dimensões, características clínicas de uma fratura Le Fort 1. Para a confirmação do diagnóstico foi solicitada tomografia computadorizada. Na tomografia, observa-se fratura

Gabarito: E

As fraturas de Le Fort são um clássico da face e costumam cair quando a banca quer ver se você sabe reconhecer o trajeto da linha de fratura. Na Le Fort I, o traço fica em um nível baixo, separando o maxilar superior da base do crânio, com passagem pela abertura piriforme, pela parede lateral do nariz, pelas paredes anterior e lateral do seio maxilar e chegando às porções pterigoideas. Por isso o achado clínico típico é justamente a mobilidade da maxila, mordida aberta anterior e alteração da oclusão. Essa fratura é chamada de horizontal ou de “palato flutuante”, porque o segmento alveolar e o palato duro podem se mover como um bloco. Não é raro o paciente chegar dizendo que a mordida “entortou” depois de trauma, e o exame físico já acende a luz amarela antes mesmo da tomografia. O gabarito é a alternativa E porque ela descreve o trajeto anatômico compatível com Le Fort I: abertura piriforme, paredes anteriores e laterais do seio maxilar, parede nasal lateral e porções pterigoideas. As fraturas Le Fort II e III sobem mais, envolvendo região naso-orbitária e suturas da face média, então não servem para esse quadro. Em resumo: se a fratura está baixa, atravessando maxila e seio maxilar, pense em Le Fort I. Se sobe para nariz e órbita, aí o caso já ganhou mais drama do que deveria.

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