A respeito dos diagnósticos que sugerem evidências para o rastreamento para doença celíaca, analise os itens a seguir. I. Diabetes tipo 1 II. Síndrome de Down. III. Doença autoimune da tireoide. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
Errada, porque diabetes tipo 1 isoladamente já é indicação clássica de rastreamento, então não pode ser a única correta.
- B)I e II, apenas.
Errada, porque além de diabetes tipo 1 e síndrome de Down, a doença autoimune da tireoide também entra como situação de risco para rastreio.
- C)I e III, apenas.
Errada, porque não exclui a síndrome de Down, que também é grupo associado à doença celíaca e merece rastreamento.
- D)II e III, apenas.
Errada, porque diabetes tipo 1 também é um grupo de risco bem reconhecido e não pode ser descartado.
- E)I, II e III.
Certa, porque diabetes tipo 1, síndrome de Down e doença autoimune da tireoide são condições associadas a maior risco de doença celíaca e justificam rastreamento.
Gabarito: E
O rastreamento para doença celíaca deve ser lembrado em alguns grupos de maior risco, porque a doença pode passar batida por muito tempo e se apresentar de forma bem discreta, quase como um aluno tímido na chamada. Entre esses grupos estão pessoas com diabetes tipo 1, síndrome de Down e outras doenças autoimunes, como as da tireoide. A lógica é simples: quando há maior chance de associação imunológica e genética, a suspeita precisa subir de nível. Na prática, isso significa que o médico não deve esperar apenas o quadro clássico de diarreia e perda ponderal. Em muitos pacientes, a doença celíaca aparece com anemia ferropriva, distensão abdominal, constipação, baixa estatura, atraso de crescimento ou até de forma silenciosa, e aí o rastreio entra como ferramenta importante. Por isso, os três itens da questão estão corretos. Diabetes tipo 1 é associação clássica; síndrome de Down também aumenta o risco; e doença autoimune da tireoide faz parte dos grupos em que o rastreamento é recomendado ou fortemente considerado. Em linhas gerais, as diretrizes gastroenterológicas e pediátricas costumam listar exatamente esses grupos de maior risco para triagem sorológica. Resumo de prova: se a questão perguntar quem merece rastreamento para doença celíaca e trouxer diabetes tipo 1, síndrome de Down e tireoidite autoimune, pense em associação de alto risco e marque todos. O segredo aqui é não ficar preso só ao sintoma intestinal, porque a doença celíaca adora se esconder atrás de manifestações fora do intestino.