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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Leia o trecho a seguir. A hipertensão arterial (HA) é uma doença crônica não transmissível (DCNT) definida por níveis pressóricos, em que os benefícios do tratamento (não medicamentoso e/ ou medicamentoso) superam os riscos. É caracterizada por elevação persistente da pressão arterial (PA), ou seja, PA sistólica (PAS) maior ou igual a 140mmHg e/ou PA diastólica (PAD) maior ou igual a 90mmHg, medida com a técnica correta, em pelo menos duas ocasiões diferentes, na ausência de medicação anti-hipertensiva. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 As afirmativas a seguir, acerca de alguns fatores de risco importantes para Hipertensão Arterial, estão corretas, à exceção de uma. Assinale-a.

Gabarito: C

A hipertensão arterial é um problema muito cobrado em prova porque mistura clínica com epidemiologia. A ideia central é simples: alguns fatores aumentam a chance de a pressão subir ao longo da vida, como idade, excesso de peso, alimentação rica em sódio, sedentarismo e história familiar. A banca costuma pegar exatamente esses fatores e testar se você sabe o que é consenso e o que foi “embelezado” demais no texto. Na Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2020, a idade aparece como um fator fortíssimo, porque o envelhecimento leva ao enrijecimento das grandes artérias, elevando principalmente a pressão sistólica. Também são clássicos o sobrepeso/obesidade e o consumo elevado de sódio, que se associam ao aumento pressórico e ao maior risco cardiovascular. O ponto da questão é que a alternativa C trocou o padrão esperado entre os sexos. Em geral, em faixas etárias mais jovens, os homens já apresentam PA mais elevada e, com o passar dos anos, essa diferença tende a se acentuar, especialmente após a menopausa nas mulheres. Então a afirmação de que a pressão é mais elevada entre mulheres nos jovens está fora do que costuma ser cobrado como regra geral nas diretrizes e revisões. Por isso, o gabarito é a letra C: ela é a exceção por trazer uma inversão do comportamento epidemiológico habitual. Em prova, quando a banca cita fatores de risco, desconfie de frases absolutas ou de comparações entre homens e mulheres que contrariem o padrão clássico.

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