Em puérperas diagnosticadas com HIV, assinale a opção que indica a dose correta da medicação usada para inibir o eixo hipotálamo-hipófise-glândula mamária.
- A)Cabergolina 0,5mg VO dose única.
Errada, porque 0,5 mg VO em dose única fornece apenas metade da dose usual para inibição da lactação.
- B)Cabergolina 0,5mg, 2 comprimidos.
Certa, pois 2 comprimidos de 0,5 mg correspondem a 1 mg VO em dose única, que é a posologia correta.
- C)Cabergolina 5mg, dose única VO.
Errada, porque 5 mg é uma dose muito acima da usada para esse fim e foge totalmente da posologia habitual.
- D)Cabergolina 10mg, dose única VO.
Errada, porque 10 mg é uma dose excessiva e não corresponde ao esquema de inibição da lactação.
- E)Cabergolina 0,5 mg EV, dose única.
Errada, porque a cabergolina é administrada por via oral, não por via endovenosa.
Gabarito: B
Em puérperas com HIV, a amamentação é contraindicada, então pode ser necessário inibir a lactação logo após o parto. Para isso, a medicação clássica é a cabergolina, um agonista dopaminérgico que reduz a prolactina e freia o eixo hipotálamo-hipófise-glândula mamária. Em prova, o ponto-chave é lembrar a dose total: 1 mg por via oral em dose única. Traduzindo para a prática, isso corresponde a 2 comprimidos de 0,5 mg juntos. É exatamente o que a alternativa B descreve. A ideia não é ficar “picando” dose nem usar via parenteral: a posologia correta é simples, objetiva e de tomada única. O raciocínio fisiológico é bonito: menos prolactina, menos estímulo para produção de leite. Em puérperas com HIV, isso tem relevância clínica e também de saúde pública, porque evita a exposição do recém-nascido ao leite materno quando há contraindicação à amamentação. Então, se a questão fala em inibição do eixo hipotálamo-hipófise-glândula mamária, pense em cabergolina 1 mg VO em dose única. A banca costuma cobrar justamente o detalhe da dose, então vale decorar esse número sem medo.