A Síndrome do Desfiladeiro Torácico é uma patologia que pode ser causada por esforços repetitivos com elevação de membros superiores no trabalho. Nessa doença, o sofrimento neuronal se dá devido à compressão do feixe neurovascular do tronco do plexo braquial, quando da passagem pela região entre
- A)o músculo escaleno posterior e o elevador da escápula.
Errada, porque o elevador da escápula não forma o espaço clássico por onde passam o plexo braquial e os vasos subclávios.
- B)o músculo escaleno anterior e o médio.
Certa, porque o tronco do plexo braquial atravessa o espaço interescalênico entre os músculos escaleno anterior e escaleno médio.
- C)o músculo escaleno médio e o elevador da escápula.
Errada, porque o escaleno médio e o elevador da escápula não delimitam a passagem anatômica típica do desfiladeiro torácico.
- D)o músculo escaleno anterior e o esternocleidomastoideo.
Errada, porque o esternocleidomastoideo não participa do espaço de compressão clássico do plexo braquial nessa síndrome.
- E)o músculo escaleno posterior e a clavícula.
Errada, porque a clavícula pode estar envolvida em outras formas de compressão, mas não é o par muscular que delimita essa passagem.
Gabarito: B
A Síndrome do Desfiladeiro Torácico acontece quando estruturas neurovasculares saem do pescoço para o membro superior e acabam sendo comprimidas em um espaço anatômico apertado. O resultado pode ser dor, formigamento, fraqueza e piora com movimentos repetitivos, especialmente quando o braço fica elevado por muito tempo. Em concurso, a banca gosta de cobrar o ponto anatômico clássico dessa compressão, então vale guardar a imagem mental do "corredor estreito" no pescoço. O tronco do plexo braquial e os vasos subclávios passam pelo chamado espaço interescalênico, que fica entre os músculos escaleno anterior e escaleno médio. É exatamente essa passagem que pode ser estreitada por variações anatômicas, hipertrofia muscular, costela cervical ou sobrecarga repetitiva. Por isso, a alternativa B está correta. As manifestações clínicas podem variar conforme predomine a compressão neural ou vascular. Na prática, o paciente pode relatar sintomas neurológicos, como parestesia e fraqueza, ou vasculares, como edema, palidez e sensação de peso no membro. Mas, para a prova, o essencial é lembrar a topografia anatômica do desfiladeiro torácico e o espaço entre os escalenos. Se quiser decorar de forma simples: o plexo braquial "desce" entre os escalenos anterior e médio antes de seguir para o membro superior. A FGV costuma cobrar esse tipo de detalhe anatômico com redação objetiva e alternativas bem parecidas, então a chave é identificar o par muscular correto.