A reserva de fluxo fracionada (RFF) é uma medida funcional que pode ser obtida na coronariografia para definir a gravidade hemodinâmica de uma obstrução coronariana. Considerando o corte de RFF, o critério atualmente aceito para definir uma lesão coronariana como hemodinamicamente significativa é
- A)≤ 0,90.
Errada, porque 0,90 é um valor alto e não corresponde ao ponto de corte aceito para significância hemodinâmica.
- B)≥ 0,70.
Errada, porque 0,70 é um corte mais restritivo do que o usado atualmente e não é o valor padrão cobrado.
- C)≤ 0,80.
Certa, porque a lesão coronariana é considerada hemodinamicamente significativa quando a RFF é menor ou igual a 0,80.
- D)≥ 0,80.
Errada, porque 0,80 não é um valor mínimo para significância, e sim o limite de corte usado para indicar obstrução relevante quando a medida é igual ou inferior a ele.
- E)≤ 1,00.
Errada, porque 1,00 representa fluxo sem limitação funcional, então não define lesão significativa.
Gabarito: C
A reserva de fluxo fracionada, ou RFF, é um índice usado na coronariografia para saber se uma estreitadura realmente atrapalha o fluxo de sangue do miocárdio. Em vez de olhar só a imagem da artéria, você mede o impacto funcional da lesão, o que é bem mais útil quando a angiografia sozinha deixa dúvida. Em termos simples: nem toda placa que parece feia no exame é, de fato, hemodinamicamente relevante. O ponto clássico cobrado em prova é o corte da RFF: valores de 1,0 indicam fluxo normal, e quanto menor o número, maior a chance de a lesão estar limitando a perfusão. O critério atualmente aceito para considerar uma obstrução coronariana hemodinamicamente significativa é RFF igual ou menor que 0,80. Isso significa que a lesão está reduzindo o fluxo de forma importante e pode justificar intervenção, dependendo do quadro clínico. Por isso, o gabarito é a letra C. A banca quer o valor de corte usado na prática e nos consensos cardiológicos: RFF ≤ 0,80. É o tipo de número que adora aparecer em prova porque parece um detalhe, mas muda conduta na vida real. Se você guardar uma regra simples, já resolve: RFF acima de 0,80 geralmente afasta significância funcional, e RFF em 0,80 ou menos sugere lesão relevante. A lógica é parecida com outros métodos funcionais da cardiologia: a imagem mostra a anatomia, mas o que manda na conduta é se a lesão realmente aperta o fluxo.